Com gravações em Pernambuco e estreia marcada para o início de 2027, “Case-me se Puder”, longa com Maísa Silva e Giovanna Lancellotti, que traz no roteiro uma história em tom de comédia romântica com um altar como um dos motes da história, “abriu” o set de filmagens e a Folha de Pernambuco acompanhou de perto algumas das facetas do filme dirigido por Cris D’Amato, com captações na Oficina Francisco Brennand, na Várzea, Zona Oeste da cidade.
Adaptado da obra literária de Juliana Rosenthal, o longa, feito em coprodução com Ventre Studio, Trema e Buena Vista International, acompanha Beatriz (Giovanna Lancellotti), assessora de casamentos que precisa provar sua competência depois de uma cerimônia desastrosa.
Organizar o casamento dos herdeiros Dayanne (Maisa Silva) e Matheus (Igor Jansen) parece ser a oportunidade perfeita – sem em paralelo não tivesse um amigo do noivo Miguel (Maicon Rodrigues), que também estava de olho em orquestrar a celebração milionária.
Nos bastidores
O ambiente clássico da Oficina constrastava com um certo clima de “turma do fundão”, embora o profissionalismo estivesse presente de forma incontestável. E a “culpa” pela leveza vinha da diretora, Cris D’Amato, que guiava os setores de forma fluida e descontraída.
Cris D’Amato e Ademara em set de filmagem de “Case-me se puder” na Oficina Francisco Brennand
Para ela, que já conhece Pernambuco – estado que leva para o filme cenários, locações históricas, sotaques diversos e um elenco que mistura nomes nacionais e talentos ‘da terra’- mas nunca havia filmado por aqui, “tem sido uma grata surpresa” trabalhar com uma equipe no set que, em sua maioria, é formada por profissionais locais. “Está sendo rápido de filmar, além das locações ótimas”, comentou.
Já o ator Maicon Rodrigues, que faz Miguel, o amigo do noivo, falou como o reencontro com pessoas já conhecidas facilita o set: “São vários desafios, mas esses encontros fazem com que a gente trabalhe de uma maneira mais leve”, relatou. “É fundão mesmo”, concluiu.
Encantos mil
As gravação também passaram pela Mata Norte do estado, em Tracunhaém e Carpina, além da capital pernambucana, em passagens que encantaram os atores.
“Já tinha vindo a Recife, agora entendo porque falam ‘Pernambuco meu país’, realmente é um país à parte… É bom fugir um pouco desse eixo mais óbvio do audiovisual, pernambucano tá com tudo”, conta Giovanna Lancellotti, que foi além, com a experiência completa e bem características das “bandas de cá”, ao contar que tomou cachaças conhecidas. “Amei e recomendo”, confessou ela.
Frequentadora do Litoral
Maisa Silva, apesar de paulistana, sempre está pelo litoral pernambucano e considera Recife sua segunda casa.
“Eu nunca tinha tido a experiência de trabalhar tanto tempo aqui. Eu estou amando, primeiro porque eu posso conviver com as pessoas que eu amo e segundo porque eu não tenho que procurar o que fazer, eu já sei onde ir, eu já sei onde comer. É uma extensão da minha casa.”, contou a atriz.
Pernambuco, presente!
Para alguns o ambiente já é berço e emociona estar trabalhando “em casa”, em um estado, que tem se destacado em produções, entre as mais recentes, “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, indicado ao Oscar deste ano.
Mas, ainda assim, ao menos no que diz respeito a ser um polo de gravação de grandes produções, é uma Região que segue como um eixo não muito habitual para o audiovisual.
A propósito, estão no elenco do longa os pernambucanos, Pedro Wagner e Clarissa Pinheiro, Auricéia Fraga e Ademara, que contou sobre ter gravado curtas universitários à época de sua graduação em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o alívio de ‘estar em casa’.
“Mulher, graças a Deus para começo de conversa… Não só é legal pela história se adequar narrativamente ao lugar mas também porque eu acho que é uma oportunidade para várias outras produtoras entenderem que Pernambuco é um lugar em potencial para você contar histórias”, relatou.
Já Pedro Wagner e Clarissa Pinheiro brincam que já é costumeiro a atuação como par romântico e, dessa vez, em sua cidade natal. “Aceitei quase cegamente quando descobri que o filme seria gravado aqui. Quando soube que eu ia ser pela terceira vez marido da Clarissa foi um presente a mais, uma cereja do bolo”, contou Pedro, que chamou sua parceira de set de “maloqueira de Casa Amarela”.
