O projeto “Ebu Lùlù” realizou um mapeamento – por meio de fotografias e textos – dos ateliês de instrumentos percussivos em Pernambuco. O resultado pode ser conferido no site lançado nesta quarta-feira (20).
Hassan Santos esteve à frente da pesquisa fotográfica, que percorreu diferentes espaços de criação, evidenciado o trabalho dos mestres Diane Agbês, Flávia Foguinho, Abílio Sobral, Biano Pajeú, Chico Nunes, Cristiano Castanho, Charles Lemos, Iran Silva, Heverton Lima (Bolinho), Mestre Jó Percussivo, Mano Black e Mestre Mau (Maureliano Ribeiro), homenageado em memória.
O cotidiano das artesãs e artesãos está registrado em imagens e textos. Segundo a assessoria de imprensa do projeto, a proposta não é revelar “apenas técnicas de fabricação, mas modos de vida, espiritualidades, invenções e relações profundas entre corpo e instrumento”.
A escolha do nome – inspirado na língua Yorùbá – demonstra a essência do mapeamento. “Ẹbu” remete ao espaço de criação. “Lù” significa tocar, bater, produzir som. Já “Lùlù” indica a intensificação dessa ação, evocando ritmo, vibração e musicalidade.
