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Guilherme Rodio faz um escotista no docudrama sobre o escoteiro Marco Aurélio

Guilherme Rodio faz um escotista no docudrama sobre o escoteiro Marco Aurélio

Em “Pico dos Marins: O Caso do Escoteiro Marco Aurélio”, Guilherme Rodio se deparou com um tipo de desafio raro, até mesmo para quem já acumula anos de experiência entre o cinema, a televisão e o teatro.


No docudrama, que estreia dia 12 de maio no Globoplay, o ator interpreta Juan, o chefe dos escoteiros que vivenciaram o desaparecimento de Marco Aurélio Simon, jovem visto pela última vez durante uma expedição ao Pico dos Marins, em 1985.




Desta vez, o trabalho exigiu mais do que construir um personagem: foi necessário atravessar uma história ainda aberta e profundamente marcada pela dor de uma família. “Criar um personagem real, em uma situação tão delicada, foi uma experiência de muita responsabilidade”, afirma.

A série, derivada do podcast homônimo que se tornou um fenômeno de audiência no Globoplay, mistura entrevistas, imagens de arquivo e dramatizações cinematográficas. Para Guilherme, o formato híbrido foi justamente um dos aspectos mais instigantes na produção.


“Foi um trabalho bem intenso para compor os personagens, como se fosse uma produção de ficção normal”, explica. Embora os atores não tenham falas audíveis, a construção emocional permaneceu central durante todo o processo. “Existe uma cena mesmo, você só não tem a voz”, resume ele, que adianta que a produção tem oito episódios.

Essa busca por realismo atravessou toda a concepção estética da obra. As gravações aconteceram na própria região onde o caso ocorreu, incluindo a trilha do Pico dos Marins e o município de Piquete, no Vale do Paraíba, em São Paulo.


“A cidade acabou se transformando em um set de filmagem”, conta. A produção utilizou ainda câmeras Super 8 – filmadoras analógicas populares na década de 1980 – para reproduzir a textura visual dos registros originais da época, misturando imagens antigas e atuais de forma quase indistinguível. “Tem horas que você não sabe o que é material de arquivo e o que é uma gravação de agora”, observa.


O envolvimento com a história foi além da preparação técnica. Guilherme conheceu familiares de Marco Aurélio, incluindo o pai e o irmão gêmeo do escoteiro desaparecido. O contato direto com pessoas que convivem há quatro décadas com a falta de respostas ampliou o peso emocional dessa experiência. “É uma história muito pesada e forte”, define.

Apaixonado pelo trabalho de composição de personagens, Guilherme vê justamente nesses processos mais complexos o espaço onde melhor se reconhece artisticamente. “A minha praia sempre foi a do trabalho, a de criar um personagem, de se camuflar”, afirma.


Formado pelo CPT de Antunes Filho e pela Stella Adler Academy of Acting, em Los Angeles, o ator construiu uma trajetória marcada pela investigação cênica e pelo interesse em personagens marcados por ambiguidades.


No audiovisual, participou de produções como “Carcereiros”, “Hebe” e “Rota 66”, disponíveis no Globoplay; “Maria e o Cangaço”, no catálogo do Disney+; e “Beleza Fatal”, novela da HBO Max.

Além de atuar, Guilherme também escreve e produz projetos próprios. Entre eles, destaca especialmente os curtas “A Volta Pra Casa” e “Sal”, ambos desenvolvidos em parceria com o diretor Diego Freitas e disponíveis no YouTube.


“Sou um apaixonado pelo set de filmagem, por esse ambiente”, ressalta ele, que encara “Pico dos Marins” como uma espécie de virada de percepção sobre o alcance do próprio trabalho. “A arte tem uma função social muito importante”, defende.


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