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Paulinho da Costa entra para a história com estrela na Calçada da Fama de Hollywood

Paulinho da Costa entra para a história com estrela na Calçada da Fama de Hollywood

O nome de Paulinho da Costa passou oficialmente a integrar a história da indústria do entretenimento mundial. Nesta quarta (13), o percussionista recebeu uma estrela na Hollywood Walk of Fame, a Calçada da Fama de Hollywood, em Los Angeles, tornando-se o primeiro artista nascido no Brasil a conquistar o reconhecimento na célebre calçada dedicada a personalidades da cultura pop.


Visivelmente emocionado durante a cerimônia, o percussionista encerrou o discurso com uma declaração direcionada ao público brasileiro.


“Agradeço do fundo do meu coração todo carinho que eu tenho recebido de todos vocês. Foi além do que eu podia esperar. Essa estrela não é só minha, essa estrela é nossa, e viva o Brasil!”, afirmou.




A homenagem celebra uma carreira construída nos bastidores de alguns dos discos mais emblemáticos da música internacional desde a década de 1970.


Ao longo de mais de cinco décadas, Paulinho participou de gravações de artistas como Madonna, Michael Jackson, Elton John, Miles Davis, Stevie Wonder e Earth, Wind & Fire.


Seu trabalho também ecoou em trilhas de produções cinematográficas populares, entre elas “Saturday Night Fever”, “Dirty Dancing”, “Purple Rain” e “Jurassic Park”.


A estrela foi instalada na Vine Street, nas proximidades do histórico edifício da Capitol Records, endereço que guarda lembranças importantes da trajetória do músico nos Estados Unidos.


Em tom bem-humorado, Paulinho relembrou os tempos em que atravessava a rua para sessões de gravação. “Vocês não acreditam quantas vezes eu atravessei aquela rua. Me deram uma multa e tentei argumentar que estava trabalhando, mas tomei mesmo assim”, brincou.


Até então, apenas Carmen Miranda possuía ligação direta com o Brasil entre os homenageados da calçada. Embora tenha se tornado símbolo internacional da música brasileira, a artista nasceu em Portugal e chegou ao Brasil ainda bebê.


Criada em 1960, a Hollywood Walk of Fame reúne atualmente mais de 2.800 estrelas dedicadas a nomes das áreas de cinema, música, televisão, rádio, teatro e esportes.





Das ruas de Irajá para o pop global

Nascido no Rio de Janeiro (RJ), Paulinho da Costa, 77 anos, levou para a cena pop internacional as referências musicais absorvidas nos subúrbios cariocas.


Flamenguista assumido, cresceu em Irajá entre peladas de rua e experiências percussivas improvisadas, convivendo em um ambiente cultural que também marcou artistas como Nei Lopes e Zeca Pagodinho.


A formação musical passou pelas festas da Igreja da Penha, pelas rodas de samba e pela vivência na ala jovem da Portela, escola pela qual chegou a desfilar no carnaval.


O contato com terreiros de candomblé também ampliou sua pesquisa sonora e ajudou a consolidar a identidade rítmica que mais tarde atravessaria fronteiras.


Depois de iniciar a carreira profissional no Brasil, incluindo trabalhos ao lado de Alcione, Paulinho passou a integrar projetos do músico Sérgio Mendes e seguiu em definitivo para os Estados Unidos, onde consolidou a carreira internacional.


Som brasileiro em clássicos da música pop

A presença de Paulinho em discos históricos ajudou a inserir timbres brasileiros no coração da música pop global. Em 1982, durante as gravações de “Thriller”, o percussionista adicionou o som da cuíca à introdução de “Wanna Be Startin’ Somethin’”, faixa do disco que se tornaria o álbum mais vendido da história.


Nas sessões de “Billie Jean”, outro clássico de Michael Jackson, Paulinho incorporou instrumentos como agogô e uma cabaça metálica, ampliando a presença de elementos percussivos afro-brasileiros no universo do pop.


Ao lado do Earth, Wind & Fire, o músico também criou soluções sonoras que se tornaram marcantes em canções como “Serpentine Fire”, “Brazilian Rhyme” e “September”.


Os bastidores dessas gravações e a trajetória do percussionista ganharam registro recente no documentário “The Groove Under the Groove: Os Sons de Paulinho da Costa”, lançado neste ano pela Netflix.


A produção reúne depoimentos de nomes como George Benson e Quincy Jones, além de revisitar momentos da ligação do artista com o Rio de Janeiro e com a Portela.

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