A Azul Linhas Aéreas fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,42 bilhão, alta de 81,5% em relação a 2025
A Azul Linhas Aéreas divulgou nesta quinta-feira (7), os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, reportando lucro líquido de R$ 1,42 bilhão, alta de 81,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita líquida dos três primeiros meses deste ano atingiu R$ 5,47 bilhões, avanço de 1,4% frente a 2025, com destaque para a receita com cargas e outras operações, com alta de 12,1%, para R$ 422,6 milhões, impulsionada pelo desempenho da divisão de cargas domésticas e operações de fretamento.
Segundo a companhia, o ambiente de demanda permaneceu estável durante o trimestre, mesmo com redução de capacidade.
Redução da oferta internacional
A capacidade total da companhia caiu 2,7% no trimestre. A retração foi puxada principalmente pela redução de 8,9% nas operações internacionais.
Mesmo com menor oferta, o tráfego de passageiros permaneceu estável, e a taxa de ocupação subiu para 83,8%, recorde para um primeiro trimestre e avanço de 2,3 pontos percentuais.
O número de passageiros transportados caiu 2,2%, para 7,74 milhões, enquanto o número de decolagens recuou 9,9%, refletindo ajustes operacionais na malha aérea.
Liquidez
A liquidez imediata da companhia chegou a R$ 4,7 bilhões ao fim de março, crescimento de 98,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O caixa encerrou o período em R$ 2,08 bilhões, alta de 353,2% na comparação anual.
A dívida bruta caiu 42,3%, passando de R$ 34,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões, após a conclusão da reestruturação financeira da empresa.
Frota
A companhia encerrou março com 185 aeronaves operacionais de passageiros, com idade média de 7,2 anos. A participação de aeronaves de nova geração na malha doméstica chegou a 92,7% da capacidade total.
A frota de jatos E2 da Embraer cresceu 40,6% na comparação anual, enquanto a frota de Embraer E1 foi reduzida em 31%.
Perspectiva financeira
Após concluir sua reestruturação financeira, a companhia disse que o foco agora está na desalavancagem e na geração de caixa. “Com a reestruturação concluída, estamos agora totalmente focados em acelerar nosso processo de desalavancagem e fortalecer a geração de caixa”, disse John Rodgerson, CEO da Azul.
