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Em Copacabana, Shakira celebra 30 anos de trajetória e declara seu amor pelo Brasil

Em Copacabana, Shakira celebra 30 anos de trajetória e declara seu amor pelo Brasil

Shakira foi a primeira artista latino-americana a se apresentar no projeto “Todo Mundo no Rio”, sucedendo dois portentosos nomes da música pop mundial – Madonna (2024) e Lady Gaga (2025).


O show, na noite deste sábado (2), na praia de Copacabana, contou com uma megaestrutura de aproximadamente 1.500 m² e milhões de pessoas aguardando a apresentação da colombiana – houve quem chegasse de madrugada para garantir o melhor lugar.





A “Loba” – apelido pelo qual é chamada pelos fãs – subiu ao palco com uma hora e vinte minutos de atraso. Problemas de ordem pessoal teriam retardado sua entrada no palco. Segundo o Correio Braziliense, Shakira foi informada, pouco antes do show, que seu pai teve um mal estar. A artista pediu um tempo para se recompor.


Mas, a espera valeu a pena: um emocionante show de drones anunciou a chegada da colombiana desenhando no céu a imagem de uma loba uivando para a Lua Cheia (de verdade) que iluminava a noite do Rio; depois, uma imagem da própria cantora, e a frase, em letras garrafais, “EU TE AMO, BRASIL!”. Essa foi a tônica de toda a apresentação: o amor de Shakira pelo Brasil


Show

Já se vão 31 anos da estreia fonográfica de Shakira, com “Pies Descalzos” (1995), e três décadas de sua estreia em solo brasileiro. O show que apresentou em Copacabana fez um bom apanhado dessa trajetória, em um roteiro muito bem construído – onde a artista lançou mão de pop latino, rock, house, reggaeton, funk, música árabe – , mas teve como base a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran”, que já esteve o Brasil no ano passado.


O início do show com “La Fuerte” e “Girl Like Me” já posiciona o show no presente: uma Shakira segura e inserida no pop global atual. A bateção de leques dos fãs confirmava a abrangência da sua popularidade.


Em outro sucesso recente, “Girl Like Me”, Shakira não só dançou o “passinho” como exaltou as mulheres latino-americanas. Aliás, Shakira dedicou o show às mulheres como um todo. E lembrou que este seu último álbum – “Las mujeres ya no lloran” – é reflexo de um momento muito pessoal, principalmente que fala da força e resiliência feminina.


“É mágico. Milhões de almas juntas, prontas pra cantar, pra se emocionar, pra dançar, cantar, estar aqui, pisando a areia dessa praia maravilhosa, o Altar do Planeta!”, disse Shakira. Não existe melhor coisa pra mim, que é quando uma lobinha se encontra com sua alcatéia brasileira. Aaaauuuuuuu”, uivou a loba.


E caiu de vez na pista de dança, com um medley “Las de la intuición” e “Estoy aquí”

Os filhos de Shakira – Milan (13) e Sasha (11) Piqué Mebarak – fizeram uma participação, no telão, em “Acróstico”.


Em canções como “Copa Vacía”, “La Bicicleta”, La Tortura” e “Chantaje” trouxe o lado mais caribenho e urbano do seu repertório, se reconectando com suas raízes latinas, mas sob uma lente moderna.


Com “Ojos Así”, Shakira trouxe ao palco suas referências da música árabe, com direito à sua inabalável desenvoltura na dança do ventre. via ascendência libanesa paterna.


Participações

E as esperadas participações aconteceram. A primeira a subir ao palco para um feat com Shakira foi Anitta. Juntas, cantaram “Choka Choka”, apresentando pela primeira vez, ao vivo, a parceria que está no novo álbum da carioca, “Equilibrium”.


Mais à frente, foi a vez dos irmãos Velloso subirem ao palco, em sequência. Caetano Veloso cantou com Shakira a sua “O Leãozinho”, que a colombiana confessou ter usado muito para ninar seu filho Milan. Maria Bethânia veio junto com a bateria da escoa de samba Unidos da Tijuca para cantar com Shakira “O que é, o que é”, de Gonzaguinha.


A lista de participações encerrou com mais uma baiana: Ivete Sangalo e Shakira repetiram a dobradinha do Rock in Rio 2011 e cantaram “País Tropical”, de Jorge Ben Jor. Ivete fez desse momento do show um grande carnaval, agitando o público – como de costume.



Encerramento

Ao longo do show, Shakira fez 10 trocas de roupa. Ela entrou vestindo um look criado por Swarovski e Etro. Já o último figurino usado pela Loba foi uma criação de Dario Mittmann – um macacão que mistura futurismo com referências ancestrais.


Após finalizar o tempo regulamentar do show com “Whenever, Wherever” (sucesso do início de carreira) e “Waka Waka (This Time for Africa)”, canção tema da Copa do Mundo da África do Sul de 2014, Shakira voltou ao palco para o indefectível bis, com She Wolf e Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53/66, com direito a descida de palco e selfies com os fãs.


Essas duas músicas, assim como “Soltera” (que surge mais cedo no repertório do show), trazem um diálogo com a liberdade feminina vista de forma altiva, empoderada.


Esse espelhamento reforça o tema central da vida recente e do show de Shakira: redefinir-se como mulher ao longo do tempo. E ela assim o fez em grande estilo, com um público de 2 milhões de pessoas aplaudindo esses 30 anos de carreira e o amor da colombiana pelo Brasil, país que abriu as portas para sua trajetória internacional.

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