Dormir com o celular ao lado da cama pode parecer inofensivo, mas estudos científicos indicam que esse hábito pode interferir na produção de hormônios importantes para o organismo.
Pesquisas associadas a Harvard University apontam que a exposição à luz artificial durante a noite pode afetar a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o sono e também ligado a processos de envelhecimento.
O papel da melatonina
A melatonina atua como um “relógio biológico”.
Pessoa na cama com luz azul iluminando o rosto / Foto: Reprodução
Ela regula o ciclo do sono e possui propriedades antioxidantes, ajudando na recuperação celular. Por isso, quando sua produção diminui, o corpo pode sofrer impactos no descanso e no equilíbrio geral.
Como o celular interfere
O principal problema não é o aparelho em si, mas a luz emitida pela tela.
Essa luz, especialmente no espectro azul, engana o cérebro e faz o organismo entender que ainda é dia. Como resultado, o corpo reduz a produção de melatonina, dificultando o início do sono.
Além disso, notificações e estímulos constantes também mantêm o cérebro em estado de alerta, prejudicando o relaxamento.
O impacto no envelhecimento
A relação com o envelhecimento acontece de forma indireta.
Como a melatonina tem ação antioxidante, níveis mais baixos podem aumentar o estresse oxidativo, um dos fatores associados ao envelhecimento celular.
No entanto, especialistas destacam que esse efeito depende de vários fatores e não ocorre de forma isolada.
O que dizem os especialistas
Pesquisadores reforçam que o impacto varia de pessoa para pessoa.
Além disso, o problema está mais relacionado ao uso do celular antes de dormir do que simplesmente deixá-lo próximo da cama.
Ou seja, manter o hábito de mexer no aparelho à noite é mais prejudicial do que apenas tê-lo por perto.
Como reduzir os riscos
Algumas mudanças simples já ajudam:
- evitar usar o celular pelo menos 30 a 60 minutos antes de dormir
- ativar filtros de luz azul à noite
- manter o quarto mais escuro possível
- usar modos “não perturbe” para reduzir estímulos
Não é vilão absoluto
Portanto, o celular não é necessariamente um inimigo do sono.
O problema surge quando o uso se torna excessivo ou ocorre em momentos inadequados.
Assim, ajustar hábitos pode fazer mais diferença do que simplesmente afastar o aparelho.
Fonte: Hypescience
