A iniciativa partiu do CEO Scott Kirby, que defendia a combinação como forma de expansão (Reprodução/DepositPhotos)

A United Airlines revela que buscou abrir conversas com a American Airlines para avaliar uma possível fusão entre as duas empresas. A proposta ocorre nas últimas semanas, mas não avança após a negativa da companhia concorrente, que informa publicamente não ter interesse na operação.

O CEO da United, Scott Kirby, afirma que a iniciativa parte de uma avaliação estratégica sobre o setor aéreo. “Eu procurei a American para explorar uma combinação porque acreditava que poderíamos fazer algo juntos para os clientes”, declara. A resposta da American encerra qualquer possibilidade de continuidade das tratativas no curto prazo.

Segundo Kirby, uma fusão desse porte depende da concordância das duas empresas envolvidas e da aprovação de órgãos reguladores. Ele ressalta que a viabilidade de uma operação desse tipo está condicionada à geração de benefícios claros para os passageiros. Sem a adesão da outra parte, a proposta não pode ser levada adiante.

O executivo compara a tentativa atual com processos anteriores do setor aéreo, que, em muitos casos, envolvem companhias em situação financeira delicada buscando redução de custos, rotas e estrutura operacional. No caso da United, a proposta segue uma lógica diferente, com foco em crescimento e ampliação de serviços.

De acordo com Kirby, a combinação entre as duas empresas poderia ampliar a oferta de destinos, integrar programas de fidelidade e aumentar as opções disponíveis aos passageiros. Ele também indica que a proposta buscava elevar a capacidade de operação, incluindo maior disponibilidade de assentos, especialmente na classe econômica.

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Outro ponto mencionado pelo executivo da United é a competitividade internacional

Ele observa que companhias estrangeiras operam cerca de 65% dos assentos em voos de longa distância com destino aos Estados Unidos, enquanto aproximadamente 40% dos passageiros são estrangeiros. Nesse cenário, uma empresa resultante da fusão teria maior capacidade de disputar mercado com grupos internacionais.

Kirby também aponta possíveis impactos econômicos relacionados a uma eventual fusão. Entre os efeitos citados estão a criação de empregos, o estímulo à indústria aeronáutica e o aumento da atividade turística e de negócios. A demanda por novas aeronaves, segundo ele, poderia gerar impacto na cadeia produtiva e em fornecedores do setor.

Apesar da recusa da American Airlines, a United Airlines mantém sua estratégia de crescimento. O executivo informa que a companhia segue investindo em inovação, expansão de rotas e melhorias na experiência do cliente. A United conta atualmente com cerca de 115 mil funcionários e mantém operações em diversos mercados internacionais. A estratégia da empresa inclui ampliação da malha aérea e investimentos em tecnologia e serviços, com foco na competitividade global.

O episódio ocorre em um contexto de consolidação histórica no setor aéreo dos Estados Unidos, que já passou por processos de fusão entre grandes companhias ao longo das últimas décadas. Movimentos desse tipo costumam envolver análises regulatórias detalhadas, especialmente em relação à concorrência e aos impactos para consumidores.

*Com informações de AeroinNet.

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