O Brasil projeta os próximos anos com perspectivas positivas no turismo, mas o avanço do setor traz uma nova questão central: “Qual será o principal fator de competitividade do turismo brasileiro nos próximos cinco anos?”. Diante disso, o MERCADO & EVENTOS ouviu lideranças do trade para entender quais caminhos devem definir a competitividade do turismo brasileiro nos próximos cinco anos.
Gabriel Cordeiro, diretor-geral da BWT Operadora
“A capacidade de integrar tecnologia, personalização e qualidade de atendimento em toda a jornada do viajante. A demanda aponta para experiências mais relevantes, seguras e fluidas, enquanto o mercado B2B exigirá agilidade, confiança e suporte estratégico. Ganham espaço as empresas que investem em inteligência de dados, curadoria qualificada de produtos e eficiência operacional. O diferencial competitivo estará na combinação entre escala, relacionamento e capacidade de adaptação às novas demandas do consumidor.”
Flavio Corrêa, Business Relationship Lead, da Explora Brasil

“O viajante de alto padrão hoje busca mais do que um destino, ele busca um propósito e uma conexão profunda com o ambiente, o que chamamos de Ocean State of Mind. O futuro do turismo no Brasil pertence aos destinos e marcas que conseguirem equilibrar o uso de novos portos e roteiros menos conhecidos com um compromisso inegociável com a sustentabilidade e a preservação ambiental, garantindo que o luxo de amanhã seja, acima de tudo, consciente e transformador.”
Pedro Ribeiro, diretor de Vendas e Marketing da Vila Galé

“O desenvolvimento de produtos em muitos dos estados brasileiros trará uma maior competitividade ao turismo no país. É importante que esta consolidação do produto seja acompanhada por uma eficaz comunicação institucional e comercial. Igualmente, é fundamental criar condições de acesso aos vários destinos, através de voos diretos e competitivos no mercado internacional.“
Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas

“A capacidade de transformar a sua diversidade natural e cultural em experiências turísticas diferenciadas, apoiadas por uma estratégia sólida de promoção internacional e investimentos consistentes em infraestrutura. O Brasil tem ativos únicos, mas, para que esse potencial se traduza em resultados, será essencial ampliar a conectividade aérea, qualificar a mão de obra e apostar em práticas sustentáveis que respondam às tendências globais.”
Estela Farina, diretora da NCL no Brasil

“A competitividade do turismo brasileiro estará na combinação entre infraestrutura eficiente, maior conectividade e uma experiência cada vez mais qualificada. O país tem enorme potencial, mas precisa avançar na promoção internacional e na eficiência operacional. Tendências como personalização, sustentabilidade e tecnologia serão decisivas. Quem integrar esses pilares com consistência e visão estratégica se destacará no cenário global.”
Mariana Azevedo, diretora de Marketing, Produtos e Operações da Diversa no Brasil

“O turismo brasileiro passa, cada vez mais, por dois pilares: eficiência e relevância. Tecnologia e IA deixam de ser diferenciais e passam a ser base para escala, produtividade e distribuição. Ao mesmo tempo, ganha força quem consegue entregar experiências personalizadas, com curadoria e conhecimento.”
Pablo Zabala, diretor da Discover Cruises no Brasil

“Nos próximos cinco anos, a competitividade no turismo será definida por três capacidades essenciais: integrar a Inteligência Artificial à qualificação da força de trabalho, mitigar o turismo de massa por meio de novos destinos e uma gestão inteligente da sazonalidade, e responder com autenticidade às demandas de propósito, experiência e sustentabilidade das gerações Z e Millennials. A indústria de cruzeiros está preparada para liderar essa transformação.”
Celso Guelfi, presidente da GTA

“Produtos que gerem experiência ao turista, convidando-o a se (re)conectar em ambientes onde possa desfrutar da natureza, de sua própria essência e vivenciar o momento. É indispensável realizar a promoção e venda desses produtos por meio de ferramentas digitais, com tecnologia e IA como aliadas do planejamento estratégico, sem deixar de lado a sustentabilidade do negócio. Outro ponto importante é ter atenção e empenho coletivo para formar e oferecer uma rede de profissionais capacitada para ‘SERVIR’, já que a hospitalidade faz toda a diferença.”
Ana Santana, diretora geral do Grupo Schultz

“Será a eficiência financeira das empresas aliada à capacidade de adaptação à nova reforma tributária. Empresas mais eficientes terão uma vantagem competitiva clara. A transparência e a simplificação tributária tendem a favorecer negócios mais organizados, exigindo um nível maior de profissionalização do setor. Mais do que apenas atrativos turísticos, o diferencial estará na gestão inteligente do negócio, com foco em eficiência, planejamento tributário e sustentabilidade financeira no longo prazo.”
Ruy Ribeiro, diretor comercial da Costa Cruzeiros no Brasil

“Para o setor de cruzeiros marítimos, dois fatores são primordiais para o Brasil: melhoria da infraestrutura portuária e redução de custos operacionais em estreita colaboração com os órgãos públicos. Ao otimizar a operação logística, conseguiremos receber mais navios e mais investimentos, tornando assim o produto turístico brasileiro mais acessível e atrativo frente a outros destinos.”
Marcelo Andrade, sócio da Transmundi

“Sustentabilidade, autenticidade e humanização. O viajante está cada vez mais atento ao impacto da sua presença e busca conexões reais com a cultura local, com experiências que tenham propósito e verdade. Isso exige uma curadoria mais cuidadosa e uma entrega mais próxima, quase artesanal, mesmo em operações maiores. No fim do dia, o que sustenta valor é essa combinação de identidade local com sensibilidade no atendimento.”
Daniel Castanho, diretor Comercial da Ancoradouro

“Combinação entre diversidade de experiências e custo-benefício. O Brasil reúne praias, natureza e cultura como poucos destinos no mundo. A ampliação da malha aérea vai facilitar o acesso e colocar o país no radar dos demais viajantes. A realização de eventos de grande porte aumenta a visibilidade internacional, enquanto a melhora na prestação de serviços ajuda a fidelizar. Em resumo, o Brasil vai se destacar por entregar muita experiência com cada vez mais qualidade e acessibilidade.”
Leandro Pimenta, CEO da tg.mob

“A capacidade das empresas de colocar as pessoas no centro da experiência. Isso significa oferecer jornadas mais seguras, acolhedoras e personalizadas, mas também assumir compromissos concretos com sustentabilidade, diversidade e responsabilidade social. Quem conseguir combinar tecnologia, qualidade de serviço com equipes preparadas e impacto positivo terá um diferencial competitivo importante.”
Ricardo Alves, CEO da Velle Representações

“A competitividade estará cada vez mais em experiências fora do óbvio, exclusivas e que despertem conexões reais. Mais do que oferecer opções, será essencial investir em curadoria qualificada, destacando o que é de fato imperdível. No segmento premium, não se trata de volume, mas de valor percebido, autenticidade e sofisticação na entrega.”
Bernardo Cardoso, diretor do Turismo de Portugal no Brasil

“A grande oportunidade competitiva do turismo brasileiro está na sua escala e diversidade, mas sobretudo na capacidade de transformar essa diversidade em percursos integrados e fáceis de consumir. Se o Brasil conseguir evoluir de uma lógica de promoção isolada para uma lógica de construção de experiências integradas, ganhará uma posição muito mais competitiva e relevante no cenário global.”
Adrian Ursilli, diretor geral da MSC no Brasil

“Com um litoral extenso e grande potencial de desenvolvimento, o país tem nos cruzeiros um diferencial estratégico, ao permitir o acesso a múltiplos destinos em uma única viagem, impulsionar a economia local e promover o Brasil internacionalmente. Para atrair ainda mais visitantes, é fundamental avançar na infraestrutura turística e portuária, incluindo eficiência e competitividade dos custos operacionais, além de evoluir continuamente a oferta de experiências nos destinos, fator essencial para a atratividade do país.”
