Mr.Beast, considerado o maior youtuber do mundo, está sendo processado por uma brasileira. Lorrayne Mavromatis afirma ter sofrido assédio sexual e abuso moral enquanto trabalhava na empresa do criador de conteúdo estadudinese.
A ação judicial foi protocolada em um Tribunal na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Na última quarta-feira (22), Lorrayne utilizou as redes sociais para publicar um vídeo falando sobre o caso.
“Eu nunca imaginei ter que fazer um vídeo como esse, mas me tornar mãe e ter uma filha mudou completamente sobre o que eu estou disposta a ficar em silêncio sobre”, iniciou a jovem, que nasceu e foi criada no Brasil.
Na publicação, a brasileira afirma que nos últimos dez anos se dedicou a estudar e analisar o espaço das mídias sociais, tomando gosto pelo processo de criação de conteúdo. Isso a levou a trabalhar para a Mr.Beast Industries.
Lorrayne afirma ter sido entrevistada pelo próprio Jimmy Donaldson, o Mr. Beast, e contratada de imediato. “Eu liderei times, estava por trás das operações de diversas plataformas, mas o mais importante, eu vi como as coisas funcionavam de dentro. Infelizmente, não levou muito tempo para eu perceber que as coisas não eram como elas pareciam de fora”, contou.
Em seu relato, a brasileira descreve um ambiente de trabalho completamente tóxico, em que gritava com ela e a chamavam de “burra” na frente de toda a equipe. Ela revelou ainda ter sido obrigada a participar de reuniões individuais na casa de James Warren, então CEO da empresa, e ouví-lo falar sobre o suposto “efeito sexual” que ela causaria em Mr. Beast.
A ex-funcionária afirma que, após registrar uma queixa interna em 2023, passou a sofrer consequências profissionais. Ela alega ainda que não teve respeitado o seu direito de cumprir licença-maternidade, sendo obrigada a trabalhar no puerpério.
O processo movido por Lorrayne inclui pedidos de indenização e outras reparações. Ela solicita ainda sua reintegração ao cargo ou indenização compensatória, além de pagamento por danos emocionais.
Gaude Paez, porta-voz da Beast Industries, negou as acusações ao jornal Los Angeles Times. “Essa queixa oportunista se baseia em deturpações deliberadas e declarações categoricamente falsas, e temos as provas para comprovar. Há ampla evidência – incluindo mensagens do Slack e do WhatsApp, documentos da empresa e depoimentos de testemunhas – que refutam inequivocamente as alegações dela. Não vamos nos submeter a advogados oportunistas que buscam lucrar às nossas custas”, afirmou.
Mr. Beast possui mais de 479 milhões inscritos no YouTube, com canais em vários idiomas, inclusive o português. Ele é conhecido pelo conteúdo de entretenimento, incluindo grandes sorteios e desafios extremos.
