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Congonhas completa 90 anos com obras de R$ 2 bilhões

Congonhas completa 90 anos com obras de R$ 2 bilhões

Aeroporto de Congonhas chega aos 90 anos com recuperação de patrimônio artístico, reutilização de áreas tombadas e expansão da infraestrutura para ampliar capacidade operacional

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, completa 90 anos em meio a um processo simultâneo de preservação patrimonial, modernização e ampliação. A data foi marcada por uma cerimônia realizada na quinta-feira (9), no Pavilhão de Autoridades, onde a concessionária Aena apresentou os planos para os próximos anos.

De um lado, a recuperação de elementos históricos e artísticos que compõem a identidade do aeroporto. De outro, um pacote de modernização estimado em mais de R$ 2 bilhões, com obras previstas até 2028.

O aniversário ocorre em um momento de transição para um dos aeroportos mais relevantes da aviação brasileira. Localizado em uma das áreas de maior densidade populacional e econômica do país, Congonhas movimenta mais de 24,5 milhões de passageiros por ano, com cerca de 540 voos diários para 45 destinos. A operação diária supera 65 mil passageiros e sustenta, direta e indiretamente, mais de 8 mil postos de trabalho, além de concentrar aproximadamente 100 operações comerciais.

No campo patrimonial, a Aena informou que já concluiu o restauro do Pavilhão de Autoridades, incluindo intervenções estruturais e recuperação de mobiliário. Também anunciou novas etapas de restauração voltadas a peças do acervo artístico do aeroporto, entre elas o mural “Os Trabalhadores”, assinado por Emiliano Di Cavalcanti e Clóvis Graciano, além de espelhos decorados por Jacques Monet e de um painel em madeira instalado no saguão central.

A iniciativa procura recolocar no centro do aeroporto um conjunto de obras que, ao longo das décadas, ficou subordinado à pressão operacional e à expansão do uso comercial do terminal.

Outro ponto de destaque é o hangar tombado — usado pela Gol — estrutura da década de 1950 com madeira triarticulada, considerado exemplar raro desse tipo de solução construtiva em São Paulo. Hoje restrito a atividades de manutenção, o espaço deverá ser restaurado e incorporado à operação de passageiros como nova sala de embarque remoto. A medida combina reaproveitamento funcional e preservação de um ativo histórico relevante dentro da aviação comercial brasileira.

No plano de infraestrutura, o projeto mais amplo prevê a construção de um novo terminal de passageiros até 2028. A área total passará de 45 mil para 105 mil metros quadrados. Entre as intervenções em curso estão a ampliação da área de inspeção de segurança, modernização de banheiros, reformulação do sistema viário e expansão de áreas de apoio ao passageiro. O projeto também prevê dezenove novas pontes de embarque, aumento das posições de estacionamento de aeronaves de trinta para 37 e um pátio de manobras de 215 mil metros quadrados, com impacto esperado sobre fluxo operacional, acessibilidade ao embarque e capacidade de processamento.





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