Paolla Oliveira postou fotos ao lado da família nesta Pascoa. A atriz emocionou os fãs com uma imagem ao lado do pai, José Everardo Oliveira, que passa por uma situação de saúde delicada.
Em entrevista ao videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do GLOBO, Paolla revelou, emocionada, que que ele foi diagnosticado com demência frontotemporal (demência no lobo frontal).
A condição é, na verdade, um conjunto de diferentes tipos de demência, cuja principal característica é o comprometimento das regiões frontal e temporal do cérebro: a primeira relacionada à função motora e a segunda, à memória e à linguagem.
Paolla contou que o diagnóstico do pai a fez olhar para suas próprias demandas psicológicas. Na entrevista, ela também passou a limpo a relação com a o progenitor e a família. Lembrou a infância dura, a educação rígida sem muito contato com as artes.
Afirmou que começou a desbravar o mundo dentro da própria casa, se entendendo como mulher diante de uma educação machista dada pelo pai militar.
– Ninguém na minha família é artista, estudei em escola pública, meu pai é um homem no nordeste, militar, estudei outra coisa (fisioterapia). Venho de uma criação super rígida em que não podia sonhar com determinadas coisas. Não podia muita coisa. Meu pai trabalhava muito, a brincadeira era entre irmãos. Tive uma infância e adolescência pouco lúdica. A gente não lia, não ouvia música, era dura. Comecei a ler muito tarde. Quando tive acesso às artes, fui em busca sozinha e a arte me salvou. Falei para o meu pai que queria ir à aula de teatro, ele foi comigo. Era uma oficina grátis perto da minha casa em Tatuapé. Quando entrei em contato com aquilo, do “vamos imaginar, viajar, experimentar”, falei: “que mundo diferente”. Achei que ia ser hobby, corta para eu conseguir meu primeiro papel, e, “Belíssima” – contou.

