O cantor americano Bruce Springsteen lamentou esta sexta-feira (3), em publicação no Instagram, a morte da violinista israelense Tzruya “Suki” Lahav.
Ela integrou a sua E Street Band por cinco meses, entre outubro de 1974 e março de 1975, contribuindo para as sessões de gravação dos discos “The Wild, The Innocent, and the E Street Shuffle” (1973) e “Born to Run” (1975). Suki morreu de câncer na quarta-feira, aos 74 anos.
Na publicação, Bruce escreveu: “Aqui na E Street, estamos de coração partido com o falecimento de Suki Lahav. Sua voz angelical brilhou em ‘4th of July, Asbury Park (Sandy)’ e seu belo violino trouxe grande dramaticidade à introdução de ‘Jungleland’.
Ela também agraciou nosso palco com sua beleza e graça em nossos primeiros dias de turnê. Ela era uma amiga maravilhosa, que descanse em paz com os anjos.”
A violinista e cantora entrou no círculo de Bruce Springsteen em 1972, quando o seu marido, o engenheiro de som Louis Lahav, trabalhou em “Greetings From Asbury Park, NJ” (1973), álbum de estreia do artista. Seu primeiro show com a banda ocorreu em 4 de outubro de 1974, na Avery Fisher Hall, em Nova York. Lá, Lahav contribuiu com o violino na versão de estúdio de “Jungleland” e participou de arranjos ao vivo de “Incident on 57th Street”.
Já em “4th of July, Asbury Park (Sandy)”, ela acabou criando em estúdio um coral, apenas com sua voz, já que o coral convidado não conseguiu chegar a tempo na gravação. A participação não teve crédito no encarte do disco.
A última apresentação de Suki com a E Street Band ocorreu em 3 de março de 1975, em Washington, D.C., no DAR Constitution Hall. Em seguida, ela retornou à Israel com o marido, onde chegou a ter teve sucesso trabalhando com a Orquestra Kibutz, publicando dois romances e compondo trilhas para artistas locais, incluindo Yehudit Ravitz e Gidi Gov.
Suki ainda gravou com a banda de rock israelense Tamuz e escreveu canções para artistas israelenses proeminentes como Rita, incluindo “Yemei Hatom” e “Shara Barkhovot”. Ela ganhou o prêmio ACUM pelo conjunto de sua obra e o Prêmio Arik Einstein lá. Em 1990, “Shara Barkhovot” representou Israel no festival Eurovisão.
Filho da violinista, Yonatan Albalak publicou no Facebook na quinta-feira que sua mãe havia sido “recolhida ao infinito após uma curta e difícil batalha contra a maldita doença” do câncer. “Ela escreveu canções que tocaram o coração das pessoas”, escreveu ele, descrevendo-a como “uma mulher especial, inteligente, pura de coração e amorosa. Ela foi a melhor mãe que eu poderia pedir”.

