Companhia prevê impacto em cerca de 40% das rotas de longa distância durante paralisação (Divulgação/Lufthansa)

A greve de 48 horas dos pilotos da Lufthansa, iniciada nesta quinta-feira (12), provocou o cancelamento de voos entre Frankfurt e São Paulo. Segundo a companhia, dois voos que partiriam da Alemanha para a capital paulista foram suspensos na quinta e na sexta-feira (13). Também foram canceladas duas partidas no sentido inverso, de São Paulo para Frankfurt, programadas para sexta e sábado (14).

A paralisação envolve pilotos da principal operação da Lufthansa e atinge ainda subsidiárias do grupo, como a Lufthansa Cargo e a transportadora regional Lufthansa CityLine. O movimento é organizado pelo sindicato Vereinigung Cockpit, que representa os pilotos da companhia.

Segundo o presidente da entidade, Andreas Pinheiro, ainda não houve proposta considerada relevante para atender às demandas da categoria. O sindicato estima que a paralisação possa provocar o cancelamento de cerca de 300 voos por dia durante o período de greve.

A companhia informou que aproximadamente metade da programação prevista para os dias de paralisação deverá operar normalmente. Em rotas de longa distância, o impacto estimado é de cerca de 40% das operações.

Lufthansa realiza ajustes operacionais

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Para reduzir os efeitos da greve, a empresa informou que utilizará aeronaves de maior capacidade (Freepik/Wirestock)

Para reduzir os efeitos da greve, a Lufthansa informou que utilizará aeronaves de maior capacidade em parte dos voos mantidos. Passageiros afetados pelos cancelamentos serão comunicados por e-mail. De acordo com a empresa, quem não receber notificação pode considerar que o voo permanece confirmado.

A paralisação ocorre após uma tentativa de evitar a greve na semana anterior. Na ocasião, o sindicato optou por adiar o movimento devido às tensões que afetam o tráfego aéreo no Oriente Médio, região que enfrenta conflitos envolvendo vários países. As rotas para essa área ficaram isentas da atual paralisação.

Impasse corporativo

(Divulgação/Lufthansa)
A Lufthansa apresentou uma proposta de reforma considerada neutra em termos de custo (Divulgação/Lufthansa)

O impasse entre pilotos e empresa envolve mudanças nas contribuições patronais para o sistema de pensões da companhia. Após uma paralisação anterior em fevereiro, quando mais de 800 voos foram cancelados e cerca de 100 mil passageiros foram afetados, a Lufthansa apresentou uma proposta de reforma considerada neutra em termos de custo.

A empresa também sugeriu a abertura de negociações mediadas por um árbitro externo para discutir a organização das operações de voo e as perspectivas de carreira para os pilotos. Até o momento, porém, as partes não chegaram a um acordo.