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Romulo Estrela desabafa sobre machismo: “Meninos não nascem machistas, eles aprendem a ser”

Romulo Estrela desabafa sobre machismo: “Meninos não nascem machistas, eles aprendem a ser”

Em um vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (7), o ator Romulo Estrela, protagonista da novela das 9 da TV Globo Três Graças, refletiu sobre o aumento de violência contra a mulher no Brasil e criticou a forma como meninos são educados a ignorar, e muitas vezes desvalorizar, o universo feminino, inclusive das mulheres que fazem parte de suas próprias vidas.


“Você pergunta para um homem qual outro homem ele admira e ele te responde isso sem pensar”, comentou.


“Agora você pergunta para ele qual mulher ele responde, no máximo, a mãe. Talvez ele responda a esposa”.


No vídeo, o ator reconheceu que as pessoas podem questioná-lo se, hoje em dia, tudo é machismo. No entanto, ele próprio respondeu que o desrespeito e a violência contra a mulher não são fenômenos recentes, mas problemas que sempre existiram.




Na visão de Estrela, o comportamento machista não é algo que já nasce com as pessoas do gênero masculino.


“Meninos não nascem machistas, eles aprendem a ser com a gente. E agora, além de a gente não tá fazendo o nosso trabalho, tem uma indústria inteira doutrinando meninos de 12 e 14 anos na internet com essa porcaria de ‘Red Pill’ e de Incel”.




O movimento “Red pill” adota um discurso misógino e os seus seguidores acreditam que elas servem apenas para relações sexuais casuais e que o sistema, supostamente, favorece as mulheres.


A comunidade surgiu a partir do conceito do filme “The Matrix”, de 1999, em que a pílula vermelha seria a escolha para ganhar consciência da realidade do mundo.


Para os integrantes desse grupo, os homens, ao escolherem a “Red pill”, deixariam de ser “dominados” pelas mulheres.


Já o movimento Incel (junção das palavras ‘celibatário’ e ‘involuntário’) alimenta o ressentimento e ódio pelas pessoas do gênero feminino. Segundo um estudo publicado na revista “Current Psychiatry Reports” em 2022, algumas ideologias unem as comunidades incel.


Entre elas estão: hierarquia baseada na aparência, considerada a chave essencial para as relações sexuais; crença de “hipergamia” feminina, onde acreditam que as mulheres são seletivas sexualmente e usam os seus privilégios para o avanço social; e a antipatia pelo feminismo.


Para o ator, enquanto os meninos estão aprendendo que respeito é fraqueza, que masculinidade é humilhar, que homem que não controla a mulher é menos homem, as meninas estão cada vez mais letradas e conscientes.


“As mulheres, elas passam a vida inteira aprendendo sobre homens, como agradar, como seduzir, ser escolhida. E a gente tá aprendendo o que sobre elas?”, questionou.


“Meninos não são ensinados a admirar meninas, são ensinados a rejeitar tudo que é feminino. Como se fosse vergonha. E quando vira adulto, ele vai respeitar? Não tem como”.


Na opinião dele, o que é necessário para começar a mudar essa visão que muitos homens ainda possuem é educar os filhos, ainda enquanto criança, sobre o universo de uma menina, sobre o que ela sente, o que ela vive, o que acontece com o corpo dele.


Assim, segundo o ator, a sociedade dá o primeiro passo concreto para construir relações baseadas no respeito.


Por fim, Romulo Estrela defendeu que combater a violência contra a mulher é combater o machismo desde pequeno, com letramento de gênero, quebra de ciclos culturais e responsabilização de agressores.


“Tem que tornar a misoginia crime. Tem que tirar esses jovens das redes sociais e educar em casa, na escola, em todos os lugares. Isso não é favor, é responsabilidade, o mínimo que a gente pode fazer. Parar de homenagear a mulher uma vez por ano (no Dia Internacional das Mulheres) e começar a protegê-las todos os dias”, finalizou.

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