Maxiane foi a eliminada do Paredão desta terça-feira (27), no Big Brother Brasil 26. Encerrando uma participação que mobilizou debates intensos nas redes sociais sobre o seu comportamento, a pernambucana teve 63,21% dos votos do público para deixar a “casa mais vigiada do Brasil”.
A votação foi acirrada entre Maxiane e Milena, deixando a recreadora infantil na segunda posição, com 36,11 % dos votos. A brasiliense Chaiany passou bem longe de deixar o programa, com apenas 0,68% dos votos.
Tadeu Schmidt informou que o embate triplo bateu um recorde: com mais de 3 milhões de votos por CPF, foi a maior votação da história do programa em votos únicos.
Como foi formado o Paredão
A formação do sexto Paredão do BBB 26 envolveu consequências de dinâmicas anteriores, o Big Fone, indicação do líder, votação da casa, Contragolpe e a Prova Bate e Volta.
Chaiany foi parar na berlinda após atender ao Big Fone e enfrentar Jordana em uma dinâmica ligada ao “Duelo de Risco”.
No desfecho, ela ficou emparedada, enquanto a adversária garantiu imunidade. Com direito ao Contragolpe, Chaiany escolheu Maxiane para ocupar outra vaga no Paredão.
Milena foi parar no Paredão por indicação do líder Jonas Sulzbach.
Alberto Cowboy foi o mais votado pela casa. Usando o Poder do Veto que obteve na dinâmica “Máquina do Poder”, o veterano excluiu Chaiany da Prova Bate e Volta.
Ele, porém, disputou o Bate e Volta contra Maxiane, venceu a prova e escapou da eliminação, definindo a composição final da berlinda.
Trajetória
A pernambucana Maxiane entrou no reality como uma das escolhidas do público da Casa de Vidro Nordeste para ingressar no reality.
Iniciando sua trajetória com aparente carisma e forte identificação com suas origens, viu sua permanência no jogo ser marcada por conflitos recorrentes com Ana Paula Renault e posicionamentos que geraram controvérsia aqui fora.
Logo nas primeiras semanas, Maxiane protagonizou o primeiro beijo da edição ao se envolver com Jonas Stulzbach. A aproximação foi vista como um dos acontecimentos que movimentaram o início da temporada, mas, com o passar do tempo, foi ganhando dessimportância.
O embate entre Maxiane e Ana Paula, inicialmente tratado como disputa comum, começou a ganhar ares de obsessão, com cenas recorrentes mostrando a sister dedicando longos períodos a comentar atitudes da rival, observar seus movimentos e interpretar comportamentos como sinais de estratégia contra ela.
Episódios como o acompanhamento constante por monitores da casa e tentativas de escutar conversas alheias alimentaram a percepção de que o conflito havia se tornado central em sua trajetória no reality.
Essa dinâmica acabou influenciando o clima entre os grupos e serviu de combustível para discussões em festas, votações e momentos de convivência.
Utilização da fé e reação do público
Outro aspecto que marcou a passagem de Maxiane foi a maneira como sua religiosidade apareceu no jogo.
Adepta da Umbanda, ela frequentemente recorreu a referências espirituais para interpretar acontecimentos, avaliar e até ameaçar adversários, o que dividiu opiniões.
Falas como a evocação de entidades e associá-las ao inferno ou beijar uma guia de Oxalá, mas, utilizando a saudação a Exu (“Laroyê!”), foram momentos delicados que suscitaram críticas do público, que considerou inadequado vincular crenças religiosas a disputas pessoais.
Comentários classificando rivais com termos ligados a espiritualidade também provocaram debates sobre limites do discurso dentro do programa.
Fora da casa, lideranças e praticantes de religiões de matriz africana manifestaram incômodo com a exposição da fé em contexto de conflito.
Entre as manifestações, a posição da líder espiritual conhecida como Bianca de Oxum, mãe de santo de Maxiane, que se distanciou publicamente da postura da participante e reforçou que a tradição religiosa prioriza acolhimento e equilíbrio.
“Não aprovo esse comportamento e não foi isso que ensinei a Maxiane”, chegou a dizer a mãe de santo, em entrevista.

