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Kevin Costner encarna herói da literatura medieval em aventura épica na Netflix

Kevin Costner encarna herói da literatura medieval em aventura épica na Netflix

“Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões” acompanha o retorno de Robin de Locksley (Kevin Costner) à Inglaterra depois das Cruzadas, apenas para descobrir que tudo o que conhecia foi tomado à força. Seu pai, Lorde de Locksley (Brian Blessed), foi assassinado, suas terras confiscadas e o poder local está nas mãos do xerife de Nottingham (Alan Rickman), um governante cruel que age em nome do príncipe João enquanto o rei legítimo segue ausente. Robin volta para casa como herdeiro, mas passa a ser tratado como ameaça.

Perseguido e sem qualquer proteção legal, Robin é obrigado a fugir. Nesse caminho, salva Azeem (Morgan Freeman), um mouro condenado à morte, que passa a acompanhá-lo por dívida de honra. A relação entre os dois nasce prática, quase seca: sobrevivência, lealdade e troca de habilidades. Enquanto Robin conhece o território e as tradições, Azeem oferece estratégia, disciplina e um olhar externo que ajuda a questionar decisões impulsivas.

O refúgio acaba sendo a floresta de Sherwood, onde um grupo de camponeses vive à margem da lei, atacando soldados e cobradores de impostos para não passar fome. Liderados por Little John (Nick Brimble), eles desconfiam de Robin no início, mas reconhecem rapidamente sua capacidade de liderança. A partir daí, a luta deixa de ser apenas pessoal. O que começa como vingança e fuga vira organização, resistência e confronto direto com o poder estabelecido.

No castelo de Nottingham, o xerife interpretado por Alan Rickman domina a narrativa sempre que aparece. Ele governa pelo medo, manipula a lei a seu favor e transforma punições em espetáculo. Rickman não faz um vilão genérico: seu xerife é irônico, teatral e perigosamente inteligente, o que eleva o conflito e impede que a história se torne simples demais.

Marian (Mary Elizabeth Mastrantonio) surge como peça central nesse tabuleiro. Ela transita entre o castelo e o povo, entende as regras sociais daquele mundo e ajuda Robin a enxergar que coragem sozinha não basta. O romance entre os dois cresce junto com o risco, nunca isolado da disputa política maior, e sempre sob vigilância.

O filme equilibra ação, aventura e romance sem perder o fio da história. Há espaço para humor, principalmente nas interações do bando e nas tentativas improvisadas de driblar soldados, mas ele nunca dilui o perigo real que ronda os personagens. Cada avanço cobra um preço, cada escolha gera consequência.

Dirigido por Kevin Reynolds, “Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões” não tenta reinventar o mito, mas o conta com clareza, ritmo e personagens bem definidos. Kevin Costner sustenta um herói direto, mais prático do que idealizado, enquanto Morgan Freeman traz peso moral e inteligência silenciosa à narrativa. O resultado é um filme que funciona menos como lenda e mais como disputa concreta por poder, terra e sobrevivência, e é justamente aí que ele continua funcionando.

Filme:
Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões

Diretor:

Kevin Reynolds

Ano:
1991

Gênero:
Ação/Aventura/Drama/Romance

Avaliação:

8/10
1
1




★★★★★★★★★★



Fonte

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