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“Três Graças” acerta ao apostar em tramas secundárias e boas histórias

“Três Graças” acerta ao apostar em tramas secundárias e boas histórias

Hábil em criar personagens femininas, Aguinaldo Silva tem a gratidão e o respeito de diversas atrizes por conta de papéis que mudaram suas vidas e o patamar de suas carreiras na televisão.


Na lista, Lilia Cabral – que além da Cinira de “Tieta”, também conquistou sua primeira grande protagonista em “Fina Estampa” –, o retorno triunfal de Adriana Esteves à Globo em “A Indomada”, além da oportunidade de Marjorie Estiano mostrar que tinha mesmo grande potencial como a mocinha de “Duas Caras”.


Aguinaldo segue atento a “Três Graças”. Ter Sophie Charlotte e Grazi Massafera como heroína e vilã, respectivamente, são o porto seguro da trama. Porém, de forma secundária, mas com bastante tempo de tela, outros nomes têm roubado a cena na atual novela das nove.


De forma mais polida e em sintonia com os novos tempos, Aguinaldo e seus parceiros, Virgílio Silva e Zé Dassilva, acertam ao dar o devido destaque na história à Viviane, de Gabriela Lohan.




Ciente de suas bandeiras, mas passando longe de qualquer tom mais pedagógico, a personagem cresce ao se apaixonar e ser correspondida por Leonardo, de Pedro Moraes.


Passado todas as dúvidas em torno do fato de Viviane ser uma mulher trans, o casal agora enfrenta os ataques do pai de Pedro, Ferette, o grande vilão da história vivido por Murilo Benício.


Sem baixar a cabeça e pronta para lutar pelo que quer, a personagem tem protagonizado sequências importantes e de grande dramaticidade.


Lohan já tinha mostrado a boa atriz que é em produções como “Cara e Coragem”, “Arcanjo Renegado” e, mais recentemente, no remake de “Renascer”, mas é em “Três Graças” que ela vem tendo a chance de mostrar todo seu repertório.


Outras duas boas apostas da trama já são velhas conhecidas do público e agora encaram suas primeiras experiências na faixa das 21h: Gabriela Medvedovski e Daphne Bozaski.


Enquanto a primeira encanta como a curiosa policial Juquinha, que vive uma relação com tom de comédia romântica com Lorena, também filha de Ferette e interpretada por Alanis Guillen, Dafne tem em mãos uma aprendiz de vilã do tipo que o público ama odiar.


Na pele da invejosa e esperta Lucélia, a atriz conhecida por personagens solares vem mostrando que sua atuação também tem um lado sombrio.


Com Lucélia aterrorizando a família que a acolheu e fazendo da vida da prima, Maggye, de Mell Muzzillo, um inferno, a personagem agora ganha ainda mais destaque ao firmar uma parceria cheia de más intenções com Bagdá, o traficante galã e fashion vivido por Xamã.


Tanto Gabriela e Dafne quanto Sophie, Alanis e Pedro são intérpretes revelados pela mesma produção: a extinta “Malhação”. Celeiro de talentos que revelou nomes que brilham hoje em todos os horários de teledramaturgia, é nítida a falta que a novelinha faz no processo de renovação do casting principal da Globo.


“Três Graças” – Globo – de segunda a sábado, às 21h.

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