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A histria do legado revolucionrio de Surya Bonaly, a patinadora artstica que dava mortais para trs

A histria do legado revolucionrio de Surya Bonaly, a patinadora artstica que dava mortais para trs

Ontem falvamos sobre um escndalo terrvel que abalou os Jogos Olmpicos de Inverno de 1994, quando a patinadora artstica americana Nancy Kerrigan, favorita medalha de ouro, foi agredida por um homem mascarado enquanto se dirigia aos vestirios a mando do namorada da sua maior adversria. O caso que vamos relatar hoje tem mais de desafio do que escndalo. O estardalhao ocorreu por causa da performance desafiadora de um salto mortal para trs ilegal, com um p s, nos Jogos Olmpicos de Nagano de 1998.

A hist

Durante sua apresentao no programa livre em Nagano, a francesa Surya Bonaly, que havia rompido o tendo de Aquiles e sabia que estava fora da disputa por medalhas, decidiu executar seu movimento caracterstico, porm proibido.

Ela aterrissou o salto mortal para trs com um p s, uma faanha excepcional de atletismo que nenhum outro patinador olmpico conseguiu realizar em competio.

Suas aes foram uma declarao poderosa e uma forma de protesto contra um sistema de julgamento que ela e muitos observadores consideravam tendencioso, subjetivo e que penalizava seu estilo atltico nico, em parte devido ao preconceito racial.

A Unio Internacional de Patinao (UIP) proibiu os saltos mortais para trs, ou “cambalhotas”, em 1977 por razes de segurana e por serem considerados “excessivamente espetaculares” e no um “salto de verdade” que aterrissasse com um p s.

As regras da UIP estipulam que todos os saltos legais devem aterrissar com um nico p, na borda traseira do patim.

Surya tinha plena conscincia, na poca, de que seria penalizada: o movimento era proibido desde 1976, depois que o americano Terry Kubicka executou uma verso com os dois ps nos Jogos Olmpicos de Innsbruck.

Tecnicamente, o salto mortal para trs de Surya, por ter sido aterrissado com um p s, poderia ter sido permitido em uma competio olmpica. Como era de se esperar, embora os juzes pudessem ter declarado seu salto legtimo, mantiveram sua posio contrria ao salto mortal para trs, e Surya foi severamente penalizada. Ela terminou em 10 lugar.

Mas, possivelmente, isso no importa. A mensagem era clara: Surya, com ou sem medalhas, foi uma das melhores patinadoras de sua poca e executou um salto to difcil, to perigoso e to ilegal que ningum, homem ou mulher, conseguiu realizar algo semelhante em uma competio de nvel olmpico desde ento.

O “escndalo” no se resumia apenas violao de uma regra; envolvia questes mais amplas de discriminao e a natureza subjetiva da avaliao na patinao artstica.

Surya, uma mulher negra com um estilo poderoso e acrobtico, enraizado na ginstica, frequentemente recebia notas mais baixas em “impresso artstica” em comparao com suas concorrentes, mesmo quando suas habilidades tcnicas eram superiores.

Muitos fs e comentaristas sentiram que ela era constantemente subestimada devido a preconceito racial e por no se encaixar no perfil tradicional de uma patinadora artstica.

Seu salto mortal para trs em 1998 foi um ato final e memorvel de desafio, visando mais agradar o pblico e deixar sua “marca registrada” no esporte do que satisfazer os juzes.

Embora os juzes, atnitos, tenham lhe dado uma nota irrisria, a apresentao de Surya foi “um escndalo”, que encantou o pblico e consolidou seu lugar na histria da patinao artstica.

O movimento se tornou um momento icnico na histria olmpica e um smbolo de uma atleta que ultrapassou limites diante do preconceito sistmico.

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