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Petrobras retoma produção da Fafen em Sergipe

Petrobras retoma produção da Fafen em Sergipe

A Fábrica iniciou a produção de amônia em 31 de dezembro, marcando reativação da unidade / Foto: Arthuro Paganini


O ano começou com boas notícias para Sergipe. A Petrobras anunciou o início da retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) no estado.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, informou que a unidade iniciou a produção de amônia no dia 31 de dezembro.

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), acompanha de perto todas as etapas desse processo.

Capacidade produtiva e geração de empregos

A Fafen Sergipe possui capacidade instalada de 1,8 mil toneladas de ureia por dia, enquanto a Fafen Bahia pode produzir 1,3 mil toneladas diárias.

Considerando as duas plantas, a expectativa é a geração de cerca de 800 empregos diretos e indiretos, fortalecendo a cadeia produtiva de fertilizantes e impulsionando a economia regional.

Novo modelo de operação

Arrendada à iniciativa privada desde 2020, a Fafen Sergipe teve as atividades paralisadas em março de 2024, após a Unigel, então operadora da unidade, alegar inviabilidade econômica.

Com o encerramento do contrato e a realização de nova licitação, a planta passa a ser operada pela Engeman, na condição de prestadora de serviços, enquanto a Petrobras permanece responsável pelas atividades comerciais.

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, ressaltou a importância desse novo momento.

“Continuamos à disposição da operadora e da Petrobras no que for necessário para que a Fafen opere em Sergipe com total regularidade, contribuindo para o desenvolvimento estadual. Tenho convicção de que esta nova fase impulsionará o crescimento econômico e trará prosperidade para a população sergipana”, afirmou.

Histórico da Fafen em Sergipe

Implantada pela Petrobras em 1980, a Fafen Sergipe tornou-se um polo estratégico para a produção de ureia e amônia no Nordeste.

Sua instalação impulsionou obras estruturantes no estado, como:

  • Adutora do Rio São Francisco;
  • Melhorias em energia, transporte e telefonia;
  • Expansão do parque industrial sergipano.

Ao longo das décadas, a unidade enfrentou desafios operacionais, com redução de turnos e paralisações, mas manteve relevância econômica ao gerar centenas de empregos diretos e indiretos.

Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação da fábrica. Após negociações mediadas pelo Governo de Sergipe, em 2019, a unidade foi arrendada ao grupo Unigel por dez anos, com retomada das operações em 2021.

O processo contou com apoio do governo estadual, incluindo:

  • Redução do ICMS sobre o gás;
  • Incentivos fiscais;
  • Melhorias na infraestrutura local.

Nova fase após paralisações

Desde 2023, a fábrica voltou a enfrentar dificuldades, com duas paralisações.

Em março de 2024, a Unigel suspendeu as atividades por tempo indeterminado. Após ajustes judiciais, a Petrobras abriu licitação para que uma nova empresa assumisse as operações das fábricas de Sergipe e Bahia.

A Engeman Manutenção de Equipamentos venceu o processo licitatório, com assinatura do contrato em setembro de 2025, abrindo caminho para a retomada gradual das atividades e para um novo ciclo de desenvolvimento industrial no estado.

Com informações da ASN



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