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Chappell Roan volta atrás em homenagem a Brigitte Bardot após descobrir posições de extrema-direita

Chappell Roan volta atrás em homenagem a Brigitte Bardot após descobrir posições de extrema-direita

Por essa Chappell Roan não esperava. A cantora voltou atrás numa homenagem que fez a Brigitte Bardot após a morte da atriz, no último dia 28, aos 91 anos, assim que foi avisada por fãs de que a francesa tinha posições políticas de extrema-direita.


“Meu Deus, eu não fazia ideia de todas essas coisas absurdas que a Sra. Bardot defendia”, escreveu a cantora americana na segunda-feira em um post nos Stories do Instagram. “Não concordo com isso. Muito decepcionante saber.”


A mensagem inicial de Chappell, agraciada no Grammy de 2025 como melhor artista revelação, foi “Descanse em paz, Sra. Bardot. Ela foi minha inspiração para ‘red wine supernova'”, escreveu a artista, referindo-se a uma de suas canções do álbum “The rise and fall of a Midwest princess”.




Bardot ficou famosa em 1956 com o filme “E Deus criou a mulher” e participou de quase 50 produções, mas deixou o cinema em 1973 para se dedicar à defesa dos direitos dos animais. No entanto, seus vínculos com a extrema direita despertaram polêmica.


Ela foi condenada cinco vezes por discurso de ódio, principalmente contra muçulmanos, mas também contra os habitantes da ilha francesa de Reunião, a quem descreveu como “selvagens”.


“Cinismo”

O presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou a atriz como uma “lenda” do cinema do século XX que “encarnou uma vida de liberdade” e figuras da extrema direita estiveram entre as primeiras a lamentar sua morte. Marine Le Pen, cujo partido Reagrupamento Nacional (RN) lidera as pesquisas de intenção de voto, a chamou de “incrivelmente francesa: livre, indomável, íntegra”.


Bardot apoiou Le Pen nas eleições presidenciais de 2012 e 2017, e a descreveu como uma “Joana d’Arc” moderna, de quem esperava que pudesse “salvar” a França.


O conservador Eric Ciotti sugeriu um funeral nacional, como o organizado em 2017 para a lenda do rock francês Johnny Hallyday, e criou uma petição online que, nesta segunda-feira, contava com pouco mais de 7.000 assinaturas.


No entanto, poucos políticos de esquerda se pronunciaram sobre a morte de Bardot.


“Brigitte Bardot foi uma figura de destaque, um símbolo de liberdade, rebeldia e paixão”, declarou à rádio Europe 1 o deputado do Partido Socialista Philippe Brun.


“Sua perda nos entristece”, afirmou, acrescentando que não se opunha a uma homenagem nacional. Mesmo assim, mencionou suas opiniões políticas controversas. “Quanto aos seus compromissos políticos, haverá tempo suficiente, nos próximos dias, e semanas, para falar deles”.


O líder do Partido Comunista, Fabien Roussel, qualificou Bardot como uma figura divisiva. Mas “todos concordamos que o cinema francês criou BB e que ela o fez brilhar em todo o mundo”, escreveu no X.


A deputada ecologista Sandrine Rousseau foi mais crítica. “Comover-se com o destino dos golfinhos, mas permanecer indiferente à morte de migrantes no Mediterrâneo… que nível de cinismo é esse?”, ironizou na rede social BlueSky.

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