Nordeste Magazine
Cultura

10 filmes na Netflix que parecem bobos, mas são melhores do que você imagina e vão fazer você refletir

10 filmes na Netflix que parecem bobos, mas são melhores do que você imagina e vão fazer você refletir

Às vezes, o acaso decide mais do que gostaríamos. A sorte favorece alguns e ignora outros, lembrando-nos da linha tênue que separa vitória e derrota, sucesso e fracasso. Essa constante oscilação deixa claro que a vida não é apenas fruto de nossas atitudes, mas de forças invisíveis, que nos empurram para caminhos inesperados. A consciência da finitude torna o cenário ainda mais excruciante. Percebendo que tudo é temporário, que amores, conquistas e sonhos podem dissipar-se num instante, muita gente empenha-se, em vão, para controlar o destino, sufocando a necessidade de aceitar o que não pode ser de outro modo.

O destino urde uma teia complexa na qual o amor funciona como um norte, um ponto de referência e também um refúgio. Afetos, quando genuínos, oferecem estabilidade em meio ao caos, ensinando que mesmo no cenário mais injusto é possível ter pequenas vitórias. Aconteça o que acontecer, seres humanos nunca deixaremos de procurar razões para crer que, embora sem sentido, solitária, pobre, sórdida, brutal e curta, como diz Thomas Hobbes (1588-1579) em seu “Leviatã” (1651), a vida vale a pena, diferentemente do que lemos no jornal. Acreditar é a palavra mágica.

O existir apresenta-se como uma estranha combinação de talvezes e decertos, nessa ordem, rejeitando o comodismo da iniquidade. Balançamos entre a urgência um tanto doentia de aproveitar o que nos oferece o mundo, esquecendo que o planeta também tem limites. A degradação do ambiente é a consequência mais perversa de apostas socioeconômicas erradas. O uso desmedido dos recursos naturais é uma das muitas faces da injustiça social, atirando os mais pobres aos efeitos prolongados de secas desérticas, tempestades diluvianas e poluição sem freio. O avanço civilizacional é e sempre foi um paradoxo.

Na lista a seguir, elencamos uma dezena de filmes do catálogo da Netflix que, apesar do enredo vesano, até meio confuso, levam-nos a conclusões tão estarrecedoras quanto necessárias. Lamentavelmente, a ficção chega à tela baseando-se no que a realidade já constata, dando azo a um ciclo medonho, com previsões nada animadoras. É o caso de “Não Olhe para Cima” (2021), dirigido por Adam McKay, sobre um enorme perigo que vem do espaço, ou “Okja” (2017), do sul-coreano Bong Joon-ho, um saboroso libelo contra o consumismo. Negacionismo e adoração ao lucro não combinam com progresso. Ninguém pode ganhar se tantos perdem cada vez mais.



Fonte

Veja também

Filipe Bragança se despede do personagem João Raul com homenagem no Instagram

Redação

Quem é o amigo hétero que ‘quebrou’ Carlinhos Maia com beleza e já espera um ‘pedido’ de namoro

Redação

Mostra no Museu do Amanhã une arte à tecnologia e leva visitantes a reflexões sobre o futuro

Redação

Leave a Comment

* By using this form you agree with the storage and handling of your data by this website.