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Temas como família, amor, raiva e sensação de injustiça permeiam sentimentos universais, conduzidos pela narrativa francesa em sua produção cinematográfica vanguardista.
Um jeito ousado e poético de contar histórias, que promete atrair seu público cativo e diverso na 17ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil, de hoje (29) até 11 de novembro em mais de 50 cidades brasileiras, incluindo o Recife.
Por mais um ano é oferecida uma programação robusta preenchida por filmes premiados e sucessos de público e de crítica, totalizando 21 produções. Nessa lista, 19 são inéditas e duas se enquadram como clássicos franceses.
“A Grande Escapada”, de Gérard Oury, é uma das comédias mais populares, lançada em 1966, que acompanha dois civis franceses que ajudam pilotos britânicos a escapar da ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Já a animação cult “O Rei e o Pássaro”, de Paul Grimault, começou a ser desenvolvida em 1946, oferecendo humor, poesia e reflexões filosóficas.
Diálogo
Já os novos títulos ampliam ainda mais o diálogo com o espectador. Entre os destaques, “De Gaulle: A França Livre”, de Antonin Baudry, apresenta o contexto da luta pela liberdade diante das violências políticas.
“O fascinante é observar como, a partir de um assunto comum a toda a humanidade, uma obra consegue tocar sensibilidades de culturas diversas por meio de sua linguagem e originalidade”, resume a curadora do festival e diretora Emannuelle Boudier, que ainda reforça: “O cinema aproxima as pessoas, sobretudo na sala escura, onde rimos e choramos juntos”.
Para ela, a estrutura de um evento como este ajuda a difundir trabalhos relevantes.
“Quando um filme francês é lançado no mercado comercial, ele alcança, no melhor dos cenários, cerca de 20 salas. O Festival, por sua vez, permite levar essas produções a cidades aonde dificilmente chegam filmes fora do circuito dos blockbusters norte-americanos”, destaca.
Só no Recife é possível conferir os títulos nos cinemas da Fundação (Derby e Museu) e Moviemax Rosa e Silva.
Até a publicação dessa matéria, o site oficial do evento também lista a cidade de Garanhuns, no Agreste, mas ainda sem as salas de exibição.
São chances de assistir produções como a comédia ambientada na Paris de 1928, “O Beijo Elétrico”, de Pierre Salvadori, que abriu o Festival de Cannes deste ano.
Também presente em Cannes, o drama “O Sentido da Vida”, de Ryûsuke Hamaguchi, que concorreu à Palma de Ouro e ganhou o prêmio duplo de interpretação feminina para Virginie Efira e Tao Okamoto.
Tão bem avaliado quanto o thriller político “Júpiter”, de Alexandre Smia, que será visto pelo público brasileiro antes mesmo dos franceses: a produção só estreia por lá em 18 de novembro.
França + Pernambuco
A seleção também percorre nomes importantes da cultura francesa, como Victor Hugo, Cyrano de Bergerac e Molière.
Essa aproximação com o público ocorre em títulos como “Victor, como Hugo”, “Les Caprices de l’Enfant-Roi” e “Bem-vindos a La Comédie Française”.
Longas que, para um mercado tão frenético, ampliado pelas plataformas de streaming, ganham terreno sólido através do festival. Mais ainda com o mercado brasileiro e, especialmente, pernambucano.
“Vale destacar que a França, principalmente via Arte France Cinéma, possui um histórico consolidado de coproduções com Pernambuco, incluindo ‘O Agente Secreto’ e diversas obras do diretor Kleber Mendonça Filho. A Arte Cinema também participará do novo filme de Maya Da-Rin, produzido pela produtora de Kleber. Além disso, os encontros promovidos no Festival de Cannes contam frequentemente com representantes pernambucanos”, ressalta.
SERVIÇO
17º Festival de Cinema Francês do Brasil
Quando: de 29 de outubro a 11 de novembro
Onde: Cinema da Fundação Derby e Museu e Cinema Moviemax Rosa e Silva (datas, horários e ingressos devem ser conferidos diretamente com os locais de exibição)
Programação: festivalcinefrances.com.br/2026
