A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) discutiu os possíveis impactos do fim da escala 6×1 para os setores de hospedagem e alimentação durante reunião da Diretoria realizada na segunda-feira (31), em São Luís (MA). A entidade avalia que uma eventual mudança na jornada de trabalho precisa considerar as características de hotéis, pousadas, restaurantes, bares e demais negócios do segmento.
A discussão ocorre após o avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê alterações na jornada de trabalho. Para a FBHA, uma mudança uniforme pode gerar impactos maiores em atividades que dependem de atendimento presencial e funcionam em períodos de alta demanda, como noites, fins de semana e feriados.
Na hotelaria, a entidade destaca ainda que parte das operações funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Já restaurantes, bares e similares concentram parte relevante do movimento em horários que incluem noites e finais de semana.
Segundo a federação, os segmentos também são caracterizados pela forte presença de micro e pequenas empresas e pela intensidade de mão de obra. Nesse cenário, a redução da jornada poderia exigir a ampliação das equipes e aumentar os custos operacionais, com possíveis reflexos sobre preços, empregos e informalidade.
Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), citado pela FBHA, aponta o turismo entre os setores mais vulneráveis às mudanças na jornada, com custo potencial de adequação de 54%.
FBHA defende negociação coletiva
O presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, afirmou que a entidade não é contrária à discussão sobre mudanças nas relações de trabalho, mas defende que eventuais alterações considerem as particularidades de cada setor e o porte das empresas.
“Não somos contrários à discussão sobre jornadas mais equilibradas. O que defendemos é que ela seja feita com responsabilidade e levando em conta a realidade de cada atividade”, afirmou.
Sampaio também citou o impacto que mudanças na organização das jornadas podem ter sobre componentes da remuneração de trabalhadores de hospedagem e alimentação, como gorjetas e taxas de serviço.
A FBHA defende que a negociação coletiva tenha papel central na definição das jornadas, permitindo que as condições sejam discutidas de acordo com as características de cada atividade e região.
A posição acompanha uma mobilização nacional da CNC e de federações e sindicatos ligados à entidade contra uma eventual aceleração da votação da proposta no Senado antes das eleições. A campanha defende que mudanças nas regras de trabalho sejam discutidas por meio de convenções coletivas.
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Reunião em São Luís

Entre os assuntos estavam a próxima reunião do Conselho de Representantes, ações de fortalecimento do turismo nos estados, uma pesquisa de imagem com empresários, os resultados do Encontro FBHA realizado em Teresópolis (RJ) e a oficialização do Capítulo Minas da federação.
O encontro ocorreu na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), com apoio do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac-MA. A reunião teve como anfitriões Edilson Baldez das Neves, diretor de Patrimônio da FBHA e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), e Raimundo Luz, presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação do Maranhão (Sehama).
A federação afirma que a realização de reuniões em diferentes estados busca aproximar a atuação nacional das demandas dos empresários e sindicatos que integram sua base.
