Saab apresenta o A3-001, conceito de sistema aéreo de combate não tripulado para operações integradas com caças tripulados
A Saab apresentou no último sábado (22), na Suécia, o modelo em escala real do A3-001, conceito de um futuro sistema aéreo de combate não tripulado (UCAS) concebido para operar integrado a aeronaves tripuladas.
A plataforma foi exibida durante o Jubilee Air Show, realizado na Base Aérea de Malmen, em Linköping, e representa uma possível evolução das capacidades de combate aéreo para a década de 2030.
O A3-001 foi desenvolvido como um conceito de aeronave não tripulada que poderá complementar o Gripen e futuras plataformas de combate tripuladas. A proposta está baseada no emprego combinado de diferentes sistemas, em uma arquitetura de system of systems, na qual aeronaves tripuladas e não tripuladas compartilham funções e atuam de forma coordenada.
Entre as missões consideradas para o conceito estão guerra eletrônica, supressão de defesas aéreas inimigas (SEAD) e ataques de precisão em ambientes com elevado nível de ameaça.
A Saab também prevê características como baixa observabilidade, elevado grau de autonomia e capacidade de operação em múltiplos domínios. A combinação desses elementos permitiria empregar a aeronave não tripulada em missões nas quais a exposição de uma aeronave tripulada representaria maior risco.
Desenvolvimento de demonstradores
A apresentação do A3-001 ocorre paralelamente aos trabalhos conduzidos pela Saab em conjunto com a Suécia para desenvolver tecnologias destinadas à próxima geração de sistemas de combate aéreo.
Segundo a empresa, a intenção é realizar, antes de 2030, voos de demonstradores não tripulados com características semelhantes às de caças. Esses demonstradores fazem parte dos estudos para avaliar tecnologias e alternativas futuras para a capacidade de combate aéreo sueca.
Possível evolução da próxima década
A Saab diferencia o A3-001 dos demonstradores que pretende desenvolver antes de 2030. O A3 é apresentado como um conceito próprio da empresa para uma possível capacidade operacional posterior, caso a Suécia decida avançar a partir das tecnologias atualmente em desenvolvimento.
