A aviação brasileira transportou 65,2 milhões de passageiros no primeiro semestre e movimentou 673.600 toneladas de carga, segundo a ANAC
A aviação comercial brasileira transportou 65,2 milhões de passageiros no primeiro semestre de 2026, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo os dados atualizados do relatório de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), divulgados nesta segunda-feira (20).
No mesmo intervalo, a movimentação de cargas atingiu 673,600 toneladas, crescimento de 1,4% na comparação anual.
Entre janeiro e junho, o mercado doméstico respondeu por 50,2 milhões de passageiros transportados, enquanto o segmento internacional registrou quinze milhões de viajantes.
Apesar do crescimento no acumulado do ano, o desempenho de junho apresentou retração na comparação anual. No mês, os aeroportos brasileiros movimentaram 10,3 milhões de passageiros, redução de 0,9% em relação a junho de 2025.
Desse total, 8,1 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos e 2,2 milhões utilizaram voos internacionais.
Demanda e oferta em junho
Os indicadores operacionais da aviação comercial apresentaram crescimento tanto na demanda quanto na oferta durante junho.
A demanda, medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK), aumentou 0,2% no mercado doméstico e 1% no internacional em comparação com junho de 2025. A oferta, calculada em assentos-quilômetros oferecidos (ASK), registrou expansão de 3,3% nas operações domésticas e de 2,3% nas internacionais.
Carga aérea
O transporte de carga aérea também apresentou crescimento no primeiro semestre de 2026.
Entre janeiro e junho, os aeroportos brasileiros movimentaram 673.600 toneladas de carga, volume 1,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Do total processado, 225.400 toneladas corresponderam ao mercado doméstico e 448.200 toneladas ao segmento internacional.
Em junho, a movimentação alcançou 116.100 toneladas, avanço de 6,6% frente ao mesmo mês de 2025. O transporte doméstico respondeu por 38.300 toneladas, enquanto a carga internacional somou 77.800 toneladas.
Tarifa aérea média
A ANAC também atualizou o painel de indicadores tarifários da aviação comercial referente a junho de 2026.
Segundo os dados, a tarifa real média das passagens aéreas domésticas foi de R$ 660,54 por trecho, considerando todas as rotas nacionais. O valor representa aumento de 0,3% em relação a junho de 2025 e de 3,1% na comparação com junho de 2024, com valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A distribuição das tarifas mostra que 47,2% dos assentos comercializados foram vendidos por menos de R$ 500. No extremo superior, 6,3% dos assentos tiveram preços acima de R$ 1.500.
Ainda de acordo com a agência reguladora, aproximadamente 65% dos bilhetes comercializados ao público em geral ficaram abaixo da tarifa média registrada no período.
Preço do combustível de aviação
O preço médio do querosene de aviação (QAV) atingiu R$ 5,66 por litro em junho de 2026. O valor representa aumento de 57,6% em relação a junho de 2025 e de 34,1% na comparação com junho de 2024.
Segundo a ANAC, o cálculo da tarifa média considera todos os bilhetes adquiridos por passageiros em voos domésticos durante o mês de referência, rota por rota.
O levantamento inclui exclusivamente o valor pago pelo transporte aéreo, sem considerar taxas de embarque ou serviços adicionais, como franquia de bagagem e marcação de assentos.
Também são excluídas da metodologia passagens adquiridas por programas de milhagem, tarifas corporativas e bilhetes destinados a funcionários de empresas aéreas, por não estarem disponíveis ao público em geral.
