Com jogos em seis países e expectativa de alta demanda por passagens e hospedagem, planejamento antecipado pode reduzir significativamente os custos da viagem (Reprodução/FIFA)

A Copa do Mundo de 2026 ainda está em andamento, mas com a eliminação do Brasil, muitos torcedores já começam a olhar para o próximo Mundial. Em 2030, a competição será disputada principalmente na Espanha, em Portugal e no Marrocos, além de três partidas comemorativas do centenário no Uruguai, na Argentina e no Paraguai.

O formato inédito, espalhado por dois continentes, promete criar novas oportunidades de viagem, mas também exigirá planejamento financeiro dos brasileiros. Embora a FIFA ainda não tenha divulgado os preços oficiais dos ingressos nem os detalhes operacionais da Copa de 2030, já é possível fazer projeções com base nos valores praticados em grandes eventos esportivos, na inflação do setor de turismo e nas tarifas atuais para os países-sede.

“A Copa do Mundo continua sendo uma das viagens mais desejadas pelos brasileiros, mas também uma das que mais sofrem com oscilações de preço conforme a demanda aumenta. Quem pretende viajar em 2030 deve começar a se organizar financeiramente desde já, porque comprar passagens e reservar hospedagem com antecedência pode representar uma economia de milhares de reais”, afirmou Edmar Mendoza, CEO da Biosfera Copastur.

Considerando um roteiro de aproximadamente dez dias para acompanhar de dois a três jogos na Península Ibérica (Espanha e Portugal), a estimativa é que um viajante brasileiro desembolse entre R$ 22 mil e R$ 38 mil, dependendo da antecedência da compra e do padrão da viagem.

Caso o torcedor queira incluir uma das partidas comemorativas na América do Sul e depois seguir para Europa ou Marrocos, o orçamento pode ultrapassar R$ 45 mil, principalmente em razão dos deslocamentos intercontinentais.

Assim como ocorreu na Copa de 2026, especialistas esperam forte pressão sobre hotéis nas cidades-sede. Durante o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, houve registros de diárias superiores a US$ 4.000 em alguns destinos, enquanto a alta demanda elevou significativamente os preços de acomodações e transporte.

Na avaliação da Biosfera Copastur, embora Espanha, Portugal e Marrocos possuam ampla infraestrutura turística, cidades menores ou que receberem partidas decisivas poderão registrar aumentos expressivos nas tarifas. Segundo o especialista, o maior erro é esperar o sorteio da fase de grupos para começar a organizar a viagem.

“As primeiras reservas costumam oferecer a melhor relação entre preço e disponibilidade. Depois da definição das sedes dos jogos e da classificação das seleções, a tendência é de aumento expressivo na procura, especialmente por voos e hotéis próximos aos estádios”, explicou Mendoza.

Além da economia, iniciar o planejamento com alguns anos de antecedência permite parcelar custos, utilizar programas de fidelidade, aproveitar promoções aéreas e montar roteiros personalizados.

Copa também pode impulsionar turismo além dos jogos

Outro diferencial da edição de 2030 será a possibilidade de combinar futebol com experiências culturais em diferentes países. O roteiro pode incluir cidades como Madri, Barcelona, Lisboa, Porto, Marrakech e Casablanca, permitindo que o torcedor transforme a viagem esportiva em férias pela Europa e pelo norte da África.

“A tendência é que muitos brasileiros aproveitem a Copa para conhecer mais de um destino durante a mesma viagem. É um tipo de roteiro que exige logística eficiente, integração entre transporte, hospedagem e ingressos, mas proporciona uma experiência muito mais completa”, concluiu Edmar.