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“Os Canalhas Também Envelhecem”: Luiz Lins celebra 10 anos de carreira com novo álbum

“Os Canalhas Também Envelhecem”: Luiz Lins celebra 10 anos de carreira com novo álbum


Brega, forró, sertanejo, trap e rap são elementos da mistura essencialmente brasileira que Luiz Lins apresenta em seu segundo álbum de estúdio. Já disponível nas plataformas digitais, “Os Canalhas Também Envelhecem” celebra os dez anos de carreira do artista pernambucano, que trouxe para o projeto convidados de destaque nacional.



João Gomes, Raphaela Santos, Wiu, Mestrinho, MC Tocha, MC Braz são as participações especiais presentes no disco, que chega ao público através da gravadora ONErpm. A produção do álbum é assinada por Luiz Lins, em parceria com Jnr Beats e Mazili, fundador do selo independente pernambucano PE SQUAD.


Referências da música nordestina, latino-americana e urbana contemporânea se cruzam em uma estética batizada pelo artista como “EDM nordestino”. A obra conceitual oferece ao ouvinte uma narrativa contínua, acompanhando o processo de autoconhecimento de um mesmo personagem através das canções.




Ao longo das 12 faixas que compõem “O.C.T.E”, o público se vê diante de relações fracassadas, arrependimentos, culpa, obsessão, saudade e tentativas de reconciliação. “Os Canalhas Também Envelhecem”, faixa de abertura, introduz esse protagonista, que é classificado pelo próprio Luiz Lins como alguém que sofre por suas próprias escolhas.


Em seguida, “Pecado Mortal” traz à tona o mergulho do pernambucano na musicalidade latina. Ele mesmo apresenta a música como uma “bachata urbana construída com muitos sintetizadores e sem o compromisso de preservar todos os requintes tradicionais do gênero”.


Com forte influência da MPB, “Todas As Coisas Que Brilham” desacelera o ritmo ao falar da incapacidade de aceitar o fim de uma relação. “Olho por Olho”, em parceria com Mestrinho, traz o encontro entre o forró tradicional e o sertanejo.


Raphaela Santos participa de “Acima dos Fatos”, com elementos de bachata, ranchera e brega. “O Teu Fantasma”, com MC Tocha, começa como uma balada delicada e, aos poucos, explode em uma brega do Recife.


Com MC Braz, “A Culpa É Sua” segue utilizando o brega recifense como base. Já “O Pior Cego” aproxima referências da música mexicana e do sertanejo de raiz. “Vida Dupla” faz uma ponte entre o forró e o brega, mantendo a estética de paredão. Na sequência, Luiz mergulha na sofrência na companhia de Wiu em “Eu Não Acredito Mais no Amor”.


A parceria com João Gomes em “Vá Embora” acentua o diálogo entre tradição e inovação, trafegando entre o sertanejo, o forró raiz e os paredões eletrônicos. “É, sem dúvida, uma das minhas faixas preferidas e uma das que melhor representam a essência deste disco”, comenta Luiz Lins.


O disco encerra com “Ainda Te Amo Muito”, que funciona como eixo emocional da obra. Na letra, o personagem central revisita sua própria história e admite seus erros, encontrando na vulnerabilidade sua única possibilidade de redenção.


“A maior parte das músicas nasceu apenas com voz e violão ou voz e piano. Eram, essencialmente, baladas. Foi só com a chegada de Júnior Beats e Mazilli que essas canções ganharam a complexidade sonora que carregam hoje”, explica o cantor.


Natural de Nazaré da Mata, Luiz Lins estreou musicalmente em 2016 e, desde então, vem experimentando diferentes ritmos em suas criações. Seus singles, “A Música Mais Triste do Ano” e “Saudade”, somam mais de 1,5 bilhões de visualizações. “Mete Um Block Nele”, de sua autoria, fez parte do disco “Dominguinho”, que deu o Grammy Latino para Mestrinho, João Gomes e Jota.pê.

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