RIO DE JANEIRO – A Gol Linhas Aéreas realizou, na noite desta quarta-feira (8), no RIOgaleão Exclusive, a apresentação oficial do voo inaugural sem escalas entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim (GIG) e Nova York (JFK). A operação é a primeira das quatro novas rotas intercontinentais anunciadas pela Gol em 2026 e será realizada com o Airbus A330, equipado com a nova classe Business Insignia by Gol.
O evento reuniu o CEO da companhia, Celso Ferrer, o CEO do RIOgaleão, Alexandre Monteiro, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, que destacaram a importância da nova ligação para a expansão da malha internacional da empresa, o fortalecimento do aeroporto como hub e o crescimento do turismo e dos negócios na capital fluminense.
O CEO do RIOgaleão, Alexandre Monteiro, abriu o evento afirmando que o lançamento da rota representa um marco para a aviação brasileira. O início da operação, para ele, coloca uma companhia aérea brasileira operando, com aeronaves próprias, uma ligação direta entre Rio de Janeiro e Nova York. O executivo destaca que o momento representa o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos entre o aeroporto, a Gol e a Prefeitura do Rio de Janeiro. O aeroporto registra um crescimento contínuo na movimentação de passageiros.
Segundo Monteiro, o terminal encerrou 2024 com cerca de 15 milhões de passageiros, aproximou-se de 18 milhões em 2025 e deve atingir aproximadamente 20 milhões ao longo de 2026. No segmento internacional, o aeroporto recebeu quase 6 milhões de passageiros no ano passado e projeta alcançar cerca de 7 milhões neste ano. É resultado do trabalho que desenvolvemos com a Gol, com a Prefeitura e do fortalecimento do hub no Rio de Janeiro”, declarou.
A Gol, para Monteiro, foi a empresa que apostou no potencial do Rio de Janeiro e escolheu o aeroporto para concentrar sua principal operação de conexões no país. A parceria foi construída a partir de planejamento conjunto e de uma visão compartilhada sobre o desenvolvimento da aviação no estado. “A companhia escolheu o aeroporto do Rio de Janeiro para estabelecer seu principal hub no Brasil, tornando-se mais um motor da expansão da nossa malha aérea”, registrou.
Rio-Nova York impulsiona turismo, conexões e expansão internacional
Na sequência, o CEO da Gol, Celso Ferrer, afirmou que o voo para Nova York representa um dos projetos mais importantes da companhia desde a conclusão do processo de reestruturação financeira iniciado após a pandemia. O executivo afirmou que a empresa passa a inaugurar uma nova etapa de crescimento internacional apoiada em investimentos de longo prazo. “Essa empresa precisa ser grande, precisa ser importante, vai representar o Brasil e tem potencial para crescer, especialmente no Rio de Janeiro”, disse.
Ferrer informou que aproximadamente 85% do crescimento operacional da companhia nos últimos 18 meses foi concentrado no mercado carioca. A empresa registrou expansão em ritmo de dois dígitos ao longo dos últimos trimestres, resultado atribuído à combinação entre demanda, parcerias institucionais e confiança dos investidores. Com isso, agradeceu o apoio recebido da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Governo Federal, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e do RIOgaleão para viabilizar as mudanças regulatórias consideradas essenciais para a expansão das operações internacionais da empresa.
O novo voo já nasce integrado ao acordo com a American Airlines, permitindo conexões por meio do Terminal 8 do Aeroporto JFK para diversos destinos nos Estados Unidos. Antes mesmo da inauguração da nova rota, a Gol já operava voos em parceria com a American Airlines para Miami e Orlando. Com a inclusão de Nova York, a participação da companhia brasileira no corredor Brasil–Estados Unidos cresce de aproximadamente 12% para cerca de 15% da oferta de assentos, de acordo com Ferrer.
Além da operação para Nova York, Ferrer confirmou que a estratégia internacional continuará nos próximos meses com o início da rota para Lisboa, previsto para setembro, enquanto Paris e Orlando permanecem nos planos de expansão da empresa, dependendo do cronograma de entrega das aeronaves Airbus A330. Para ele, a ampliação da presença internacional da Gol depende da consolidação do Galeão como um centro de distribuição de voos domésticos e internacionais.
O CEO garantiu que a companhia alcançou cerca de 100 operações diárias no Galeão, conectando praticamente todas as capitais brasileiras ao aeroporto. Essa estrutura permite oferecer conexões aos passageiros estrangeiros e ampliar a competitividade das rotas internacionais. “Esse é só o começo. A empresa acredita nisso e está dando esse passo de uma maneira muito sólida”, afirmou destacando que o crescimento do hub beneficia não apenas a Gol, mas também outras companhias aéreas internacionais.
Aproximadamente 1 milhão de passageiros estrangeiros utilizaram a malha doméstica da empresa para fazer conexões no Galeão ao longo de 2025. A companhia aguardou a consolidação dessa operação antes de anunciar a rota entre Rio de Janeiro e Nova York. Ele também relata a emoção da equipe ao receber o primeiro Airbus A330 que realizará o voo. “Ontem vimos o avião chegando aqui e o time da Gol trabalhou para colocar essa aeronave pronta. Foi um dia de muita emoção para uma equipe que há 25 anos faz parte da história da aviação brasileira”, relatou.
RIOgaleão se consolida como hub aéreo internacional
Por fim, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, concentrou sua fala no processo de recuperação do Galeão e na coordenação dos aeroportos da cidade. A inauguração do voo, segundo ele, representa mais do que uma nova ligação aérea: simboliza o resultado de uma mobilização entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. “Tentaram convencer os brasileiros de que este aeroporto não era viável. Hoje mostramos que era possível fazer diferente”, declarou.
Durante o discurso, Cavaliere defendeu que a coordenação entre Galeão e Santos Dumont foi fundamental para recuperar a movimentação do aeroporto internacional. O Galeão encerrou 2023 com cerca de 5 milhões de passageiros e que, em pouco tempo, passou a registrar um crescimento consistente, alcançando aproximadamente 18 milhões em 2025. “O Galeão é viável, o Rio de Janeiro é viável e o Brasil tem uma companhia aérea capaz de operar aeronaves de grande porte para Nova York. Esse é o nosso lugar no mundo”, celebrou.
O prefeito também associou o fortalecimento do aeroporto ao desenvolvimento econômico do estado. Segundo ele, a ampliação das conexões internacionais aumenta o fluxo de turistas, impulsiona os negócios, fortalece o transporte de cargas e amplia a competitividade da economia fluminense. Ele observou que o crescimento da movimentação internacional gera efeitos sobre diferentes segmentos, como hotelaria, comércio, eventos, gastronomia, logística e serviços ligados ao turismo.
Outro ponto destacado foi a parceria entre a Gol e a American Airlines. Para Cavaliere, o acordo amplia o alcance da nova rota ao oferecer conexões para diferentes cidades norte-americanas a partir do Terminal 8 do Aeroporto JFK. Segundo ele, a operação fortalece a presença do Rio de Janeiro como porta de entrada para visitantes internacionais e amplia as oportunidades para o mercado de viagens. “O ano inteiro terá voo de Nova York para o Rio. Os americanos querem voar para o Rio de Janeiro. Venham para cá, invistam aqui. Este é um lugar estável, seguro e que continuará crescendo nos próximos anos”, concluiu.
