Presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci (Divulgação/Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Senado Federal realizou, nesta quarta-feira (1º), uma sessão de debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas.

O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, manifestou preocupação com os efeitos econômicos da mudança e afirmou que não há precedentes internacionais para a proibição da escala 6×1. Segundo ele, diversos países regulamentam jornadas de trabalho, mas nenhum adotou uma medida semelhante.

Solmucci também questionou as estimativas de impacto financeiro debatidas durante a sessão. Enquanto um estudo citado pelo ministro Guilherme Boulos aponta aumento de 7,8% nos custos da folha de pagamento, o senador Rogério Marinho argumentou que o impacto poderia chegar a cerca de 16% ao considerar também o fim da escala 6×1.

O dirigente da Abrasel defendeu que, caso a sociedade esteja disposta a investir recursos equivalentes, eles poderiam ser direcionados para áreas como a mobilidade urbana, destacando que o tempo gasto pelos trabalhadores em deslocamentos representa um desafio significativo para a qualidade de vida.

Ao encerrar sua participação, Solmucci afirmou que o debate sobre a proposta deve continuar ao longo do período eleitoral, permitindo maior discussão com a sociedade antes da tomada de uma decisão definitiva sobre a reforma da jornada de trabalho.