Hangar I do MAPA será ativado em 3 de julho com aeronaves históricas, acervo da FAB e peças cedidas pelo Museu Asas de Um Sonho
A Força Aérea Brasileira e o Museu Aeroespacial Paulista ativam, em 3 de julho, a primeira fase do projeto, com a abertura do Hangar I. Instalado no Campo de Marte, em São Paulo, a abertura marca uma nova etapa na implantação do futuro complexo museológico dedicado à aviação e ao setor aeroespacial na cidade de São Paulo.
Com aproximadamente 200 m², o Hangar I foi estruturado para receber reuniões e eventos institucionais e privados. O espaço, porém, ainda não será aberto ao público. A cerimônia de ativação terá formato restrito, voltado a convidados e imprensa, e deverá apresentar também as próximas fases do projeto.
A área foi concebida com proposta imersiva e reúne aeronaves históricas, itens do acervo institucional da FAB, simuladores de voo e um mural exclusivo assinado pelo artista Mena. Entre os destaques iniciais estão exemplares como o Vought F4U Corsair e o Messerschmitt Bf 109, transferidos no âmbito do acordo de comodato e parceria estratégica entre o Museu Asas de Um Sonho e a Força Aérea Brasileira.
A participação do Museu Asas de Um Sonho é um dos eixos da formação do acervo do MAPA. O acordo prevê a cessão, em regime de comodato, de até quarenta aeronaves da coleção original do museu, considerada uma das mais relevantes da América Latina.
Segundo Marcos Amaro, presidente do Museu Asas de Um Sonho e da AMAPA, Associação dos Amigos do Museu Aeroespacial Paulista, a ativação do hangar representa uma etapa concreta na consolidação do projeto.
“O avanço do MAPA representa um marco para a preservação e valorização da memória aeronáutica brasileira. Poder contribuir com a disponibilização de parte do acervo do Museu Asas de Um Sonho reforça nosso compromisso com iniciativas que preservam esse patrimônio e ajudam a construir um legado à altura da história da aviação no país”, afirmou Amaro.
A ativação do Hangar I não representa ainda a abertura plena do museu ao público, mas sinaliza o avanço físico e institucional do projeto no Campo de Marte. A expectativa é que o MAPA seja desenvolvido como um polo voltado à preservação histórica, à educação e à experiência aeroespacial, reunindo aeronaves, acervos e atividades ligadas à memória da aviação brasileira.
