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Latam cobra políticas públicas durante o IATA AGM para ampliar competitividade da aviação

Latam cobra políticas públicas durante o IATA AGM para ampliar competitividade da aviação

LATAM defende redução de custos, estabilidade regulatória e investimentos em infraestrutura para ampliar a conectividade regional

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A Latam Airlines encerrou na segunda-feira (8), no Rio de Janeiro, sua participação na 82ª Assembleia Geral Anual da IATA, evento que retornou à América do Sul após 27 anos. Como empresa aérea anfitriã oficial do encontro, considerado o principal fórum anual da aviação comercial, realizado pela terceira vez no Brasil, os executivos defenderam mudanças em políticas públicas para reduzir entraves ao crescimento da aviação na região.

Durante a assembleia citou infraestrutura limitada, regulação restritiva, carga tributária elevada, taxas aeroportuárias e judicialização como fatores que pressionam custos e restringem a expansão da conectividade em alguns mercados sul-americanos.

O evento também serviu para marcar a mudança de comando no Conselho de Administração da IATA, com Roberto Alvo, CEO do Latam Airlines Group, sendo anunciado como novo presidente do conselho. Ele será o 84º executivo a ocupar o cargo, com mandato de um ano, até a próxima assembleia geral anual, prevista para o fim de maio de 2027, em Xiamen, na China.

“A AGM foi uma grande oportunidade para mostrar ao mundo o potencial da aviação sul-americana e o papel que ela pode desempenhar no desenvolvimento dos nossos países. Para transformar esse potencial em mais conectividade, turismo, comércio e oportunidades, precisamos seguir impulsionando boas políticas públicas, com visão de longo prazo, que permitam aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade da região”, afirmou Alvo.

A leitura da Latam é que a demanda aérea na América do Sul ainda é limitada por custos estruturais superiores aos de outros mercados. Segundo a empresa, esse quadro afeta a capacidade de ampliar rotas, frequências e integração regional, além de exigir maior rigor no uso de infraestrutura escassa, como slots em aeroportos congestionados.

Outro tema importante foi a discussão regulatória que, segundo a Latam, precisa sair da agenda imediatista. “Estamos sempre travando batalhas de curtíssimo prazo, quando deveríamos estar reduzindo o custo de voar, trazendo mais eficiência para esta indústria. É preciso garantir uma visão de desenvolvimento de longo prazo e estabilidade regulatória”, disse Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil.

A Latam ainda ressaltou que última vez que a assembleia da IATA havia sido realizada na América do Sul foi em 1999. Desde então, o transporte aéreo na América do Sul passou por consolidação, mudanças regulatórias e expansão da demanda, mas ainda convive com limitações de infraestrutura e custos que reduzem sua competitividade em relação a mercados mais maduros.





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