OLÍMPIA – Experiência, personalização e diferenciação devem ser fatores cada vez mais importantes para o futuro das agências de viagens. A avaliação é de Luiz Gregatti, CEO da ViajaFlux, durante o ViajaFlux Summit 2026, realizado no interior do Estado de São Paulo.
Segundo o executivo, o grande desafio das agências será encontrar formas de se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo e digitalizado.
“Muito se ouve: ‘eu não consigo bater preço de tal lugar’. Possivelmente esses agentes estão vendendo as mesmas coisas que estão sendo vendidas em outros lugares, na internet e no modo geral.”
Para Gregatti, o caminho está na criação de produtos personalizados, experiências exclusivas e nichos específicos de atuação: “Eu falei muito sobre a possibilidade do agente de viagem vender produtos para os quais não existe comparação”.
Entre os exemplos citados por ele estão grupos exclusivos, roteiros personalizados, serviços de concierge e agências altamente segmentadas. “Temos agências focadas em torneios de tênis internacionais, outras que trabalham apenas com público 60+ para turismo religioso e outras totalmente voltadas para concierge”, explicou.
Turismo de experiência
O executivo destacou que o turismo de experiência tende a ganhar ainda mais força nos próximos anos, principalmente entre clientes que buscam algo além da simples compra de passagens e hospedagens.
“Quem tem muita facilidade com internet possivelmente não vai buscar o serviço de uma agência de viagem. Essa pessoa já vai montar a própria viagem. Então o agente precisa oferecer algo diferente.”
Gregatti acredita que a personalização será um dos principais diferenciais competitivos daqui para frente. “Quando eu fui fazer um grupo específico para o festival das lanternas na Tailândia, por exemplo, eu contratei uma agência porque eu queria toda aquela estrutura pronta”, comentou.
Além da experiência, o CEO reforçou que as agências também precisam desenvolver visão empresarial e investir em gestão, marketing e posicionamento. “O agente de viagem precisa ser empresário. Ele precisa ter visão de gestão do negócio”, disse.
Durante o Summit, os conteúdos foram estruturados justamente para provocar essa reflexão entre os participantes. O primeiro dia teve foco em diferenciação de produto e posicionamento de mercado, enquanto o segundo abordou marketing, conteúdo e estratégias comerciais.
“A gente quis plantar uma sementinha na cabeça do agente de viagem de como ele consegue se diferenciar no mercado.”
Gregatti também destacou o avanço da inteligência artificial dentro do setor, mas ressaltou que o uso da tecnologia precisa caminhar junto com capacitação: “A inteligência artificial vai ser um vetor gigante de transformação e o perfil do agente vai mudar ainda mais”.
Atualmente, a plataforma ViajaFlux atende principalmente agências pequenas e médias focadas no lazer, mas já conta com integrações financeiras, operacionais e de gestão para facilitar o dia a dia dos profissionais.
Segundo o CEO, a proposta da empresa é centralizar praticamente toda a operação do agente dentro de uma única estrutura: “A ideia é que a ViajaFlux seja possivelmente a única plataforma que essas agências vão utilizar a nível de gestão”.
*O M&E viaja com proteção GTA
