A Câmara Brasileira do Livro (CBL) acaba de revelar os semifinalistas da terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. Criada em 2024, a premiação tem como objetivo reconhecer obras brasileiras de excelência das áreas científicas, técnicas e profissionais.
Entre os destaques, está o jornalista e professor universitário Eugênio Bucci, colunista na seção Espaço Aberto do Estadão. Ele concorre na categoria Comunicação e Informação pelo livro A Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da desinformação Inculta (e Sedutora), publicado pela Autêntica.
Outros semifinalistas conhecidos do público são a filósofa e professora Marilena Chaui, pelo livro Por Que Filosofia? (Gen – LTC) na categoria Filosofia, e a psicanalista Vera Iaconelli, por Análise (Zahar) e o psiquiatra Daniel Martins de Barros, por Sofrimento Não é Doença (Sextante), ambos na categoria Psicologia e Psicanálise.
Os cinco finalistas de cada categoria serão anunciados em 27 de julho, às 15h30, durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói (RJ). Já os vencedores serão revelados em uma cerimônia no dia 11 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Os premiados levam R$ 5 mil e a estatueta do Jabuti.
Livro Acadêmico Clássico 2026 é de Mary Del Priore
A CBL também anunciou que o Livro Acadêmico Clássico da edição de 2026 será História das Mulheres no Brasil, da historiadora, escritora e professora brasileira Mary Del Priore. Publicado originalmente em 1997 pela Editora Contexto, a obra faz um panorama da trajetória das mulheres brasileiras, do período colonial ao fim do século 20.
Anualmente, a organização reconhece obras “de relevância permanente para a produção do conhecimento no Brasil, destacando títulos que marcaram gerações de pesquisadores, estudantes e leitores”. O livro de Del Priore é considerado um marco no estudo da história das mulheres no País.
“A escolha de História das Mulheres no Brasil como Livro Acadêmico Clássico 2026 reconhece uma obra que ampliou o olhar sobre a formação da sociedade brasileira e se consolidou como referência para diferentes gerações. Sua permanência no debate acadêmico demonstra que um clássico não é apenas um livro importante em seu tempo, mas aquele que continua oferecendo novas possibilidades de leitura, reflexão e produção de conhecimento”, disse Nina Ranieri, curadora do prêmio, em comunicado à imprensa.
Além de ser homenageada, Mary Del Priore ainda concorre à terceira edição do prêmio. Ela é semifinalista na categoria História e Arqueologia pelo livro Uma História da Velhice no Brasil, publicado pela Vestígio.
Confira a lista completa dos semifinalistas do prêmio Jabuti no site.
