Lucia Faraig / Prime Amazon Content
Tem fim de semana que a gente quer se divertir e fim de semana que pede menos intensidade e mais leveza. Sentar, assistir um filminho tranquilo, que não mexa tão intensamente com as emoções, mas que traga um carinho bom na alma se faz necessário. Assistir histórias que falem de encontros improváveis, afetos que se constroem aos poucos e descobertas emocionais que aquecem. Nesse território, os romances se destacam como um gênero universalmente acolhedor.
Filmes que não sustentam apenas a química entre personagens, mas um cenário envolvente, o tempo suspenso criando oportunidades para que o inesperado floresça. Filmes que falam tanto sobre amor quanto sobre a capacidade de se reinventar em meio às incertezas. A Revista Bula selecionou alguns filmes disponíveis no Prime Video que mostram relações que equilibram fragilidade e esperança, sempre com uma pitada de humor e encantamento. Cada detalhe, seja uma viagem ou um mal-entendido ou uma conversa aparentemente banal, pode se tornar gatilho para um vínculo transformador.
Esses romances têm o poder de fazer com que o espectador se reconheça nas inseguranças, se emocione com as superações e, ao final, sinta que poderia ter acontecido com qualquer pessoa real. Personagens cativantes, circunstâncias que exigem escolhas, esses filmes são lembretes delicados de que o amor seus revela nos gestos mais inesperados. Essa lista reúne romances que traduzem esse espírito: oferecem o aconchego de histórias apaixonantes e exploram o quanto os encontros, planejados ou acidentais, podem alterar rumos de maneira definitiva.
O Mapa que Me Leva Até Você (2025), Lasse Hallstrom

Após concluir a faculdade, uma jovem fotógrafa embarca em uma viagem pela Europa antes de assumir o emprego dos sonhos em Nova York. No trem, conhece um advogado britânico meticuloso, que segue rigidamente seus planos de vida. Apesar das diferenças, os dois decidem continuar parte da jornada juntos, passando por cidades vibrantes e descobrindo novas perspectivas de si mesmos. Entre conversas, imprevistos e pequenos conflitos, a relação evolui para algo que desafia certezas. O mapa que guiava os caminhos da jovem perde importância diante da imprevisibilidade do amor, e ambos precisam escolher entre a segurança dos planos ou o risco de se entregar ao que sentem.
Meu Eu do Futuro (2024), Megan Park

No dia de seu 18º aniversário, uma jovem de espírito livre tem uma experiência surreal durante uma viagem de cogumelos: encontra a si mesma, vinte anos mais velha. A versão madura a alerta para não se apaixonar, afirmando que esse sentimento mudará o rumo de sua vida de forma irreversível. Convencida de que pode ignorar o conselho, ela segue em frente até conhecer o homem descrito pela visitante do futuro. A partir daí, cada escolha se torna mais incerta, e as advertências ecoam em sua mente. Entre revelações sobre amor, família e identidade, aquele verão se transforma em um divisor de águas, forçando-a a repensar tudo o que acreditava saber sobre si mesma e o caminho que deseja seguir.
Notting Hill (1999), Roger Michell

Um simples dono de livraria em Londres vê sua rotina mudar quando uma famosa atriz internacional entra por acaso em sua loja. O encontro, inesperado, dá início a uma relação marcada por diferenças sociais, pressões da mídia e inseguranças pessoais. Enquanto o livreiro tenta lidar com a ideia de estar envolvido com alguém tão distante de sua realidade, a atriz enfrenta dilemas entre a vida pública e a busca por intimidade. O romance se desenvolve entre encontros delicados, mal-entendidos e momentos de vulnerabilidade, sempre ameaçado por obstáculos externos. Ao longo do tempo, ambos descobrem que, apesar das barreiras, o amor pode florescer justamente nos espaços improváveis.