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XP prevê leilão disputado no Bloco 4 do Paraná, com retorno acima da média

O próximo leilão de rodovias com pedágio no Brasil — Bloco 4 do Paraná — está marcado para a próxima quinta (23). A concessão federal de 30 anos, com 627 km de rodovias já existentes (brownfield), representa um corredor estratégico para o transporte de produtos agrícolas e industriais do estado do Paraná.

A XP Investimentos prevê um processo competitivo, impulsionado pela atratividade econômica, com taxa interna de retorno (TIR) regulatória de 12,34%, acima do retorno de leilões recentes), além de mecanismos favoráveis de compartilhamento de riscos.

Entre as operadoras listadas, a corretora acredita que a Motiva (MOTV3) deve demonstrar maior interesse, dado seu alinhamento estratégico e potencial de sinergias operacionais.

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Por outro lado, a XP esperava apetite limitado da Ecorodovias (ECOR3), devido a presença regional restrita, já que suas concessões no Paraná (Ecovia e Ecocataratas) foram encerradas em 2021. A corretora também menciona a estrutura de capital mais restritiva, considerando sua posição de alavancagem e compromissos relativos de capex.

Além das companhias listadas, a XP apontou que o leilão poderia chamar a atenção da EPR, que já tem operação na região (Bloco 6 do Paraná), o que proporciona maior familiaridade com o ambiente operacional local e potencial para sinergias operacionais.

Segundo informações do Valor, o leilão atraiu 4 propostas: da Motiva, EPR, Pátria e Mota-Engil, que estiveram presentes na entrega de propostas realizada nesta segunda-feira (20), na sede da B3.

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Sobre o Bloco 4 do Paraná

O Bloco 4 do Paraná é uma concessão federal de rodovias brownfield com duração de 30 anos, cobrindo 627 km, conectanto cidades de Guaíra e Cornélio Procópio, e Maringá e Diamante do Norte. O investimento total é de R$ 10,8 bilhões, sendo cerca de 58% até o 7º ano, enquanto o custo operacional total é de R$ 7,4 bilhões.

O critério de julgamento será o maior desconto na tarifa, com pagamento adicional de outorga para cada ponto percentual oferecido acima de 18% de desconto. A XP vê de forma positiva esse critério gradual de outorga, pois ajuda a evitar propostas excessivamente agressivas.

Alavancagem

Apesar da escala significativa do projeto (R$10,8 bilhões em capex vs. R$4,4-9,9 bilhões em leilões federais recentes), não analistas não esperam pressão relevante sobre o fluxo de caixa das operadoras listadas (alta de 0,1 vez na dívida líquida/EBITDA durante a fase de maior investimento, seguida por rápida desalavancagem conforme o fluxo de caixa amadurece).

Segundo relatório, essa perspectiva é sustentada por perfil equilibrado de desembolso de capex e geração robusta de EBITDA (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) desde os estágios iniciais de operação.



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Redação

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