A XP Investimentos tomou uma abordagem mais cautelosa e atualizou a recomendação da Unipar (UNIP6) para neutro – na avaliação anterior, a empresa tinha recomendação de compra. De acordo com os analistas, a mudança foi motivada, principalmente, pelo valuation menos atrativo no médio prazo.
O preço-alvo da companhia também foi cortado, saindo de R$ 62 para R$ 58 para o final de 2026. As previsões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) também caíram, indo a -28% para 2026 e -13% para 2027. Com isso, às 11h40 (horário de Brasília) desta terça-feira (29), os papéis UNIP6 tinham baixa de 3,93%, a R$ 58,19.
Conforme o relatório, o cenário para o setor petroquímico no médio prazo tem puxado as expectativas para baixo. Sem uma previsão de quando os preços e spreads possam melhorar, a abordagem da instituição tem sido cautelosa. A pressão sobre o preço do PVC e da soda cáustica, também essenciais para a companhia, pioram o cenário. Ainda assim, em comparação com as concorrentes, a Unipar tem mostrado mais resiliência.
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Outros fatores que oferecem riscos consideráveis à companhia são as variações nas taxas de câmbio, considerando a receita dolarizada da Unipar, e a entrada de novos projetos e possíveis novas aquisições.
Em 2025, a Unipar anunciou o pagamento de dividendos no valor de R$ 700 milhões (R$ 6,48 por ação), com pagamentos efetuados em 8 de dezembro. Por causa disso, a XP espera que a companhia termine o ano com uma alavancagem de mais ou menos 1,9x Dívida Líquida/Ebitda. Esse é o maior valor desde 2015, quando a instituição começou a acompanhar a Unipar.
Para os analistas, esse resultado é um prelúdio para um ano de desalavancagem. Mesmo assim, com o alto nível de investimento e com resultados operacionais sob pressão, a instituição não acredita que a Unipar consiga gerar um fluxo de caixa relevante. Entre 2024 e 2025, os investimentos chegaram a R$ 1,1 bilhão.
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Em termos de fluxo de caixa livre, os analistas reduziram as estimativas para R$ 291 milhões (4,2% do valor de mercado) em 2026 e para R$ 676 milhões (9,9% yield) em 2027, este último ajudado por menores investimentos e pagamentos de juros.
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