A 2ª Conferência XP de Bens de Capital ocorreu na última semana, e o evento trouxe novas e melhores perspectivas para a WEG (WEGE3) e a Embraer (EMBJ3) entre as empresas de bem de capital. Enquanto a WEG promete mais crescimento a partir do segundo semestre deste ano, a Embraer oferece novas opções em sua tese de investimento.
Ao longo desta terça-feira, as ações para a WEG e da Embraer mantiveram alta consistente. Por volta das 17h15, a WEGE3 avançava 2,67%. A EMBJ3 também subia 2,03%.
Segundo os analistas, a estimativa é que a WEG apresente crescimento ao longo do ano, com a receita entre alto dígito simples e baixo dígito duplo, a depender do câmbio. O crescimento em baixo dígito duplo leva em consideração um câmbio médio estável em 2026, em relação ao ano anterior.
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A aceleração da receita no segundo semestre seria impulsionada, principalmente, pelo aumento da capacidade produtiva da empresa. Conforme o apresentado pela empresa, essa ampliação se dará com a operação adicional de aproximadamente +10% da unidade de Betim, com serviços de Transmissão e Distribuição.
A expectativa é de que a empresa também mantenha as margens em níveis sólidos no curto prazo, com mitigação da pressão sobre a rentabilidade e reajustes de preços. A médio prazo, a XP enxerga a aceleração das novas linhas de produtos como uma importante fonte de crescimento, também.
O evento também contou com a participação de executivos da Marcopolo (POMO4), Randoncorp (RAPT4), Frasle (FRAS3), Tupy (TUPY3) e Iochpe-Maxion (MYPK3).
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Aceleração de entregas da Embraer
Durante o evento, a Embraer reforçou seu objetivo de acelerar as entregas no longo prazo. A projeção da XP, corroborada pela empresa, é de que sejam entregues entre 100 e 110 aeronaves ao ano, no período de 2028 a 2030, na divisão de Aviação Comercial.
De acordo com os analistas, a expectativa é de que a empresa atinja 180 entregas ao ano até 2027, em Aviação Executiva. A Embraer ainda tem potencial de alta para até 200 aeronaves ao ano até o final da década, sustentada por avanços nas iniciativas de nivelamento da produção.
Outro destaque da empresa são as opcionalidades, em especial relacionadas a novos pedidos, configuração da base produtiva ou até potenciais desenvolvimentos de produtos. Recentemente, a Embraer assinou um memorando de entendimentos (MoU) com o Grupo Adani, para a avaliação de oportunidades na Índia. O novo negócio foca no segmento comercial e o de defesa.
Conforme os analistas, os avanços com a Eve Air Mobility, a subsidiária da Embraer estão mais adiantados do que o mercado está supondo. A certificação para os protótipos pode ocorrer já em meados de 2027, junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A companhia tem sustentado a confiança na conversão de novos pedidos ao longo do ciclo de certificação.

