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Vice-presidente da Federação Alemã fala em “considerar” boicote à Copa nos EUA

Vice-presidente da Federação Alemã fala em “considerar” boicote à Copa nos EUA

O vice-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB) e presidente do clube St. Pauli, Oke Göttlich, vê que o momento é para “considerar e debater seriamente” um boicote à Copa do Mundo nos Estados Unidos. As declarações foram dadas ao jornal alemão Hamburger Morgenpost na esteira das ameaças do presidente americano, Donald Trump, contra a Groelândia e as ameaças de novas tarifas a países da União Europeia.

“Eu realmente me pergunto quando chegará o momento de considerar e debater seriamente sobre isso. Para mim, esse momento definitivamente chegou”, disse ao períodico.

Na última semana, Trump recuou após uma série de ameaças de anexar a Groelândia ao território americano há meses. Na quinta-feira (22), o presidente disse ter garantido “acesso total” e “presença permanente” no território autônomo dinamarquês.

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Para Göttlich, os confederações deveriam tomar como exemplo casos anteriores de boicote, como o promovido pelos próprios Estados Unidos aos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou, após a invasão do Afeganistão pela antiga União Soviética em 1979. Em 1984, foi a vez da própria URSS não participar dos jogos sediados em Los Angeles.

“Quais foram as justificativas para os boicotes aos Jogos Olímpicos na década de 1980? Na minha opinião, a ameaça potencial hoje é maior do que naquela época. Precisamos ter essa discussão”, disse Göttlich.

Dos 104 jogos da Copa do Mundo deste ano, 78 serão sediados nos Estados Unidos, enquanto México e Canadá dividem o restante das partidas. O torneio ocorre entre junho e julho e, pela primeira vez, será disputado por 48 seleções.

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Göttlich recordou outros casos recentes em que política e futebol se misturaram. “O Catar era político demais para todos e agora somos completamente apolíticos? Isso realmente me incomoda”, disse.

“Como organizações e como sociedade, estamos nos esquecendo de estabelecer limites e de defender valores. Tabus são parte essencial disso. Quando eles são ultrapassados?”, questionou o vice-presidente. “Gostaria de saber de Donald Trump quando ele atingirá seu limite, e gostaria de saber de [Bernd Neuendorf, presidente da DFB] e [Gianni Infantino, presidente da Fifa].”



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