Há quem diga que a honra está acima de tudo. No confronto entre interesses reprocháveis e a justiça, a virtude deixa de ser um conceito abstrato e habita entre os homens, lembrando que todo sacrifício é pequeno quando se trata de garantir que nosso espírito conserve-se puro, guiado pela moral mais cartesiana, sem aquelas zonas nebulosas feitas de contradições e erros. Arcar com as consequências das próprias escolhas exige coragem, e como trata-se da minoria, os que o fazem são os heróis possíveis de seu destino. Até as criaturas do submundo, golpistas, ladrões, assassinos, têm seus códigos, regras e tradições, e infringir determinados modelos de conduta pode custar caro demais. A partir de um matador a soldo que volta à ativa depois de um período de afastamento, o sul-coreano Lee Tae-sung elabora em “Mantis” um conto sobre rivalidade, tensão, instabilidade emocional e uma cruenta disputa por poder, começada dois anos antes. Lançado em 2023, “Kill Boksoon”, o drama cheio de som e fúria dirigido por Byun Sung-hyun, fixava-se nos crimes assustadoramente engenhosos de uma assassina de aluguel que vai destacando no métier, prospera e… torna-se mãe. Agora, o roteiro de Lee Tae-sung e Byun Sung-hyun investiga quão longe os tentáculos de uma organização criminosa secreta, inclinada a eliminar dissidentes para manter-se no topo.
Se o mundo fosse um imenso campo onde só florescesse o bom, o belo e o justo, ou ao menos um lugarzinho cada vez mais abafado no qual todos soubessem de suas obrigações e colocassem-nas em prática, sem esperar nada de quem quer que seja, mas vivendo apenas de acordo com o que manda a lei, figuras como Mantis não estariam em todos os lugares. Também conhecido como Louva-a-Deus, Mantis atende pelo nome de Han-ul, sabidamente um azougue em seu ofício, incapaz de confiar em quem quer que seja. Esperto, o diretor tira todo o proveito que pode de Yim Si-wan, figurinha carimbada depois da fama em “Round 6” (2021-2025), e Yim corresponde. À primeira vista, não é fácil acreditar que por trás daquela carinha angelical exista um sujeito monstruoso, que nunca hesita em passar por cima de seus adversários sem dar importância a escrúpulos como lealdade ou comiseração. Mas ele tem uma oponente à altura. Jae-yi jamais pensou em abaixar a cabeça por ser mulher, e Lee Tae-sung desenvolve bem a premissa. Park Gyu-young, que também deslanchou na série sobre competições desumanas criada por Hwang Dong-hyuk, demonstra sensibilidade artística a toda prova ao ver ângulos pouco óbvios de sua anti-heroína, afastando qualquer suspeita de que tenha sido escolhida para o papel pelo alcance de “Round 6”. Não se pode dizer o mesmo quanto ao Dok-go de Jo Woo-jin e tanto de Choi Hyun-wook na pele de Benjamin, desperdiçados e ineficientes até quando tentam servir de escada para Yim Si-wan e Park Gyu-young.
Filme:
Mantis
Diretor:
Lee Tae-sung
Ano:
2025
Gênero:
Ação/Suspense
Avaliação:
8/10
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Giancarlo Galdino
★★★★★★★★★★
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