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Turistas ignoram grades de proteção nas Cataratas do Iguaçu

Dois episódios recentes registrados no mirante da Garganta do Diabo, nas Cataratas do Iguaçu, no lado argentino do parque, reacenderam o debate sobre segurança em áreas de grande visitação turística. As ocorrências envolveram visitantes que ultrapassaram as grades de proteção em um dos pontos mais icônicos e movimentados do destino.

REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações do portal g1

Um dos casos aconteceu na última terça-feira (17), quando um homem ergueu um bebê por cima da grade de proteção para fazer uma foto. A cena foi registrada por outros turistas e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais. A criança ficou exposta a uma altura estimada em cerca de 80 metros — equivalente a um prédio de aproximadamente 27 andares.

As imagens mostram o homem segurando o bebê para além da área protegida enquanto uma mulher registra o momento com o celular. A identidade dos envolvidos não foi divulgada. O mirante da Garganta do Diabo é considerado um dos trechos mais visitados do parque e conta com grades ao longo de toda a passarela justamente para prevenir acidentes.

Outro episódio semelhante ocorreu em janeiro deste ano. Na ocasião, um turista saltou a barreira de proteção para recuperar um chapéu que havia caído próximo à borda do cânion. O local também apresenta desnível acentuado, com queda aproximada de 80 metros.

O homem foi filmado caminhando à beira do abismo para recolher o objeto. Após recuperar o chapéu, ele retornou à área permitida, sob olhares apreensivos de outros visitantes. Assim como no caso mais recente, a identidade do turista não foi divulgada.

Regras e possíveis punições

A concessionária Iguazú Argentina S.A., responsável pela administração do parque no lado argentino, informou que ultrapassar as barreiras de segurança é terminantemente proibido. Visitantes que desrespeitam as normas podem sofrer advertência, multa e até serem retirados do parque.

Segundo a empresa, há sinalização distribuída ao longo de todo o percurso alertando sobre a proibição de ultrapassar as grades. As estruturas de proteção foram instaladas para evitar acidentes graves e garantir a integridade tanto de turistas quanto de funcionários.

O regulamento interno prevê sanções que vão desde advertência formal até restrição de acesso a outras unidades de conservação no país. A administração reforça que atitudes imprudentes colocam em risco não apenas quem comete a infração, mas também outras pessoas que circulam pelo mirante.

Os episódios voltam a chamar atenção para a necessidade de conscientização dos visitantes em destinos de natureza, onde o respeito às normas de segurança é fundamental para preservar vidas e manter a experiência turística segura para todos.

Fonte: g1



Fonte

Redação

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