Globalmente, uma em cada quatro mulheres afirma priorizar viagens em vez da compra de imóvel, enquanto 19% apontam as férias como principal prioridade financeira, segundo levantamento da Dragonpass. Conforme a pesquisa, 35% destinam entre R$ 6.300 e R$ 22.000 por ano para viagens, indicando planejamento recorrente.
“O que vemos é uma mudança clara de mentalidade: viajar passa a ocupar um espaço prioritário no orçamento e no estilo de vida. Essa transformação redefine a forma como as pessoas vivenciam cada etapa da jornada, incluindo a experiência nos aeroportos”, afirma Fabio Lacerda, head de Novos Negócios Latam da Dragonpass.
O movimento acompanha o crescimento das viagens solo femininas e a alta de 60,1% no uso de salas VIP em aeroportos no Brasil entre 2025 e 2026. Estimativas do setor indicam que mulheres representam entre 75% e 80% desse público, com 30% optando por roteiros individuais voltados a descanso, hobbies e reconexão.
No Brasil, embora sem recorte por gênero, a demanda se manteve estável nos últimos 12 meses, com picos em dezembro, julho e outubro, e retração em fevereiro e março. As viagens domésticas concentram 84% do volume, enquanto destinos internacionais seguem relevantes, com destaque para Chile, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Argentina e Itália.
Mulheres demandam mais conforto
Conforme a Dragonpass, o avanço no uso de salas VIP reflete mudança no comportamento do viajante, que passa a considerar o aeroporto como parte da experiência. A busca por conforto, serviços e conveniência durante conexões e embarques acompanha a tendência de viagens mais planejadas e orientadas por experiência.
Entre os destinos internacionais em alta entre mulheres neste ano estão Montenegro, Albânia e Coreia do Sul, além de mercados emergentes como Taiwan e Sri Lanka, associados a fatores como segurança e oferta cultural.
A combinação entre comportamento global e dados locais indica continuidade dessa tendência ao longo de 2026, com viajantes mais independentes e orientados pela experiência completa de viagem.