A discussão sobre sustentabilidade no turismo vem se ampliando e incorporando perspectivas que vão além da simples redução de impactos ambientais. Estudos recentes indicam que o setor vive uma transição conceitual e prática, na qual a inovação e a governança colaborativa ganham espaço como ferramentas decisivas para fortalecer o desenvolvimento dos territórios turísticos.
REDAÇÃO DO DIÁRIO – com informações da CNC
Embora o turismo sustentável esteja consolidado em políticas públicas, certificações e estratégias empresariais, a literatura especializada ressalta que seus resultados ainda são desiguais diante das pressões ambientais, sociais e culturais da atualidade. Nesse cenário, cresce o interesse por abordagens regenerativas, que defendem uma atuação ativa do turismo na restauração de ecossistemas, na valorização cultural e no fortalecimento das comunidades locais.
“A literatura mostra que o turismo sustentável avançou muito, mas também evidencia seus limites. As inovações com maior potencial de transformação são aquelas que envolvem governança colaborativa e participação das comunidades, porque atuam diretamente na regeneração dos territórios”, afirma Fernanda Lopes, analista em Sustentabilidade da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), professora da FGV Educação Executiva e pesquisadora.
Essa mudança de perspectiva desloca o foco das práticas pontuais de mitigação para estratégias integradas, que consideram o território como um sistema vivo e interdependente. Nesse contexto, o turismo regenerativo passa a ser compreendido como uma abordagem capaz de articular dimensões ecológicas, sociais e econômicas, promovendo impactos positivos de longo prazo.
A inovação, por sua vez, exerce papel central nesse movimento. Mais do que avanços tecnológicos ou ganhos operacionais, ganham destaque iniciativas baseadas em novos modelos de negócio, arranjos institucionais colaborativos e formatos de governança que estimulem a participação de diferentes atores — incluindo comunidades anfitriãs, setor privado e poder público.
Para o setor produtivo, esse debate amplia a compreensão sobre o que significa sustentabilidade no turismo. Em vez de ações isoladas voltadas apenas à mitigação de impactos, avançam propostas que conectam inovação, governança e envolvimento comunitário, apontando caminhos para um desenvolvimento mais consistente e enraizado nos territórios.
Ao alinhar sustentabilidade, inovação e regeneração, o turismo reforça seu papel como atividade econômica capaz de gerar valor compartilhado, contribuir para a conservação ambiental e apoiar dinâmicas de desenvolvimento local. A discussão destaca a importância de modelos que conciliem competitividade com responsabilidade social e ambiental, em sintonia com os desafios atuais e futuros do setor.
Para ler o estudo científico completo, clique aqui (Anais do NECSOS’ International and Interinstitutional Colloquium – ISSN 2763-6186 – 2025).
Fonte: CNC
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