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Turismo internacional aos EUA cai em 2025, mas alguns destinos resistem; veja dados

Queda de visitantes estrangeiros afeta grandes estados, enquanto Flórida e Havaí registram alta

O turismo internacional para os Estados Unidos registrou queda em 2025, confirmando um movimento de retração já observado ao longo do ano. Dados do National Travel and Tourism Office mostram que o número total de visitantes estrangeiros caiu 2,6% até novembro, refletindo principalmente a redução de viajantes da Europa Ocidental e da Ásia. Apesar do cenário negativo no agregado, alguns destinos e mercados emissores apresentaram desempenho positivo.

Entre os países que mais reduziram viagens aos EUA estão Alemanha, França, Holanda e Austrália, além de quedas relevantes vindas da Índia, Coreia do Sul e China. O recuo foi ainda mais acentuado no fluxo do Canadá, que entre janeiro e setembro apresentou diminuição de mais de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Fatores como polarização política, aumento de custos, tarifas comerciais e restrições de entrada influenciaram a decisão de muitos turistas.

Pesquisas apontam que a percepção internacional sobre o presidente Donald Trump também pesou na escolha do destino. Segundo levantamento da Skift Research, quase metade dos entrevistados afirmou estar menos propensa a visitar os EUA por razões políticas, índice ainda maior entre canadenses e alemães. Questões relacionadas à acessibilidade, despesas de viagem e processos de imigração também foram citadas.

Em contrapartida, alguns mercados desafiaram a tendência de queda, mas não vemos o Brasil nele de acordo com este levantamento. Argentina, Israel, Guatemala, Japão e Itália registraram aumento no número de visitantes, assim como o México, que apresentou crescimento próximo de 10% até setembro. Analistas associam esse desempenho a relações políticas mais favoráveis e a iniciativas para facilitar a entrada de turistas, como negociações para reinclusão da Argentina no programa de isenção de vistos.

A retração do turismo não atingiu todos os estados de forma uniforme. Washington, D.C., Nova York e Califórnia sofreram quedas significativas, impactadas sobretudo pela diminuição de viajantes europeus. Já destinos como Flórida, Havaí e Nevada conseguiram crescimento no número de visitantes estrangeiros, apoiados por maior oferta aérea, ações de marketing e demanda específica de alguns mercados asiáticos e latino-americanos.

O maior destaque positivo foi Porto Rico, que registrou aumento expressivo de visitantes internacionais. Eventos culturais de grande visibilidade, como a residência de Bad Bunny em San Juan, além da ampliação de voos diretos, impulsionaram o fluxo turístico e ajudaram a compensar o cenário global desfavorável. O desempenho da ilha reforça a importância de estratégias culturais e de conectividade para atrair turistas em um ambiente internacional mais competitivo.

Com informações do Skift



Fonte

Redação

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