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Trump quer “superar diferenças” com o Brasil em encontro com Lula, reconhece Rubio

Às vésperas do encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para este domingo (26) em Kuala Lumpur, o governo dos Estados Unidos tenta sinalizar uma trégua após meses de tensão comercial e diplomática. Segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, o presidente americano vai “explorar maneiras de superar diferenças” com o Brasil e buscar “um novo entendimento” durante a reunião paralela à cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Em entrevista concedida a bordo do avião presidencial, Rubio afirmou que Washington considera o Brasil “um parceiro estratégico de longo prazo” e que seria “benéfico” para o país latino-americano escolher os Estados Unidos, e não a China, como principal aliado comercial.

Apesar do tom conciliador, Rubio reconheceu que o diálogo entre os dois governos ainda esbarra em temas sensíveis. Ele citou como pontos de atrito a relação do Brasil com o ex-presidente Jair Bolsonaro — condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe — e as restrições impostas às big techs americanas no país.

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“Temos algumas questões com o Brasil, particularmente sobre como trataram seus juízes e como têm lidado com empresas e indivíduos norte-americanos nas redes sociais”, afirmou o secretário. “Mas o presidente Trump quer encontrar formas de avançar, porque acreditamos que isso será benéfico para ambos os lados.”

O tarifaço imposto por Trump em julho, que elevou em até 50% as taxas sobre produtos brasileiros, ainda é o principal obstáculo nas negociações. Na ocasião, o governo americano alegou “perseguição política” contra Bolsonaro, o que levou ao congelamento de parte das relações bilaterais.

Rubio também mencionou que Lula e Trump mantiveram uma “conversa positiva” nos últimos dias e que há disposição dos dois lados em restabelecer a cooperação comercial. O secretário disse ainda ter se reunido recentemente com o chanceler Mauro Vieira e destacou o papel do Brasil nas discussões sobre a crise na Venezuela — embora tenha ponderado que “não sabe se os brasileiros poderão ser úteis” para convencer Nicolás Maduro a recuar diante da pressão internacional.

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A reunião de domingo será o primeiro encontro entre Lula e Trump desde a posse do republicano para um novo mandato, e ocorre em meio a uma disputa aberta entre Washington e Pequim pela influência econômica na América Latina. O resultado do diálogo poderá definir se os EUA estão dispostos a rever o tarifaço e retomar uma parceria que, até poucos meses atrás, parecia distante.



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Redação

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