Nordeste Magazine
Economia

Trump processa JPMorgan e Jamie Dimon por encerramento de contas e pede US$ 5 bilhões

Trump processa JPMorgan e Jamie Dimon por encerramento de contas e pede US$ 5 bilhões

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu um processo contra o banco JPMorgan Chase e seu diretor-presidente, Jamie Dimon, acusando a instituição de encerrar suas contas por motivação política.

A ação foi protocolada na manhã desta quinta-feira (21) em um tribunal de Miami e pede indenização de US$ 5 bilhões. A equipe de Trump solicita que o julgamento seja realizado com júri.

Na petição inicial, o advogado de Trump, Alejandro Brito, cita o código de conduta do JPMorgan, que afirma operar com “o mais alto nível de ética e integridade”.

“Apesar de afirmar prezar por esses princípios, o JPMC os violou ao encerrar unilateralmente — e sem aviso prévio ou possibilidade de reparação — diversas contas bancárias do autor”, diz o texto.

Um porta-voz do banco disse à Fox News que o processo “não tem fundamento”. “Embora lamentemos que o Presidente Trump nos tenha processado, acreditamos que o processo não tem base. Respeitamos o direito do Presidente de nos processar e o nosso direito de nos defendermos – é para isso que existem os tribunais”, afirmou.

Segundo o representante, o banco não encerra contas por motivos políticos ou religiosos, mas o faz quando “criam risco legal ou regulatório para a empresa”.

Continua depois da publicidade

Ele acrescentou que o JPMorgan tem pedido, a este e a governos anteriores, mudanças em regras que “colocam o setor nessa posição” e disse apoiar esforços para evitar a “instrumentalização” do sistema bancário.

De acordo com a equipe de Trump, ele era cliente do JPMorgan havia décadas, mas foi informado em 19 de fevereiro de 2021 de que suas contas seriam encerradas em 60 dias, atingindo tanto contas pessoais quanto ligadas a empresas do presidente.

A defesa afirma que não houve direito de contestação e sustenta que a decisão foi motivada por fatores “políticos e sociais”: “Em essência, o JPMC excluiu as contas do autor porque acreditava que o clima político do momento favorecia essa decisão”, argumenta a ação.

Trump foi derrotado por Joe Biden na eleição presidencial de 2020. Em 6 de janeiro de 2021, o republicano discursou a apoiadores que, em seguida, invadiram o Capitólio, sede do Legislativo americano. Biden tomou posse em 20 de janeiro de 2021, um mês antes da notificação enviada pelo banco.

O advogado de Trump alega ainda que o ex-presidente e suas empresas teriam sido colocados em uma “lista negra” à qual outras instituições financeiras teriam acesso.

Jamie Dimon, também citado no processo, já havia afirmado em depoimento no Capitólio que o banco não exclui clientes por motivos políticos. “Nós não excluímos pessoas do sistema bancário por causa de afiliações políticas ou religiosas”, disse em 13 de fevereiro de 2025. “Mas há muitas coisas que podem ser corrigidas. Deveríamos corrigi-las. As regras e exigências são tão onerosas que, na minha opinião, acabam levando à desbancarização de pessoas — e isso não deveria sequer ser objeto de debate.”

Continua depois da publicidade



Fonte

Veja também

Expo Aju Móveis deve atrair 5 mil visitantes e impulsionar a economia local

Redação

Banese disponibiliza antecipação do 13º salário para servidores estaduais

Redação

Turistas com ingresso para a Copa do Mundo terão prioridade nos vistos para os EUA

Redação

Leave a Comment

* By using this form you agree with the storage and handling of your data by this website.