O presidente dos EUA, Donald Trump, expôs brevemente seus argumentos a favor de um possível ataque ao Irã em seu discurso sobre o estado da União ao Congresso na terça-feira, afirmando que não permitiria que o maior patrocinador do terrorismo do mundo possuísse armas nucleares.
Mesmo enquanto reúne uma força militar maciça no Oriente Médio, Trump pouco fez para explicar ao público norte-americano por que ele poderia estar levando os EUA à sua ação mais agressiva contra a República Islâmica desde a revolução de 1979.
Em seu discurso, Trump apontou o apoio de Teerã a grupos militantes, a morte de manifestantes e os programas nucleares e de mísseis do país como ameaças à região e aos Estados Unidos.
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“O regime (iraniano) e seus representantes assassinos não espalharam nada além de terrorismo, morte e ódio”, disse o presidente republicano cerca de 90 minutos após o início de seu discurso anual em uma sessão conjunta do Senado e da Câmara dos Deputados.
Ele acusou o Irã de reiniciar seu programa nuclear, trabalhar na construção de mísseis que “em breve” seriam capazes de atingir os Estados Unidos e ser responsável por atentados à bomba à beira de estradas que mataram militares e civis norte-americanos.
A mídia estatal iraniana afirmou que Teerã está desenvolvendo um míssil capaz de atingir a América do Norte.
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A preparação para o discurso de Trump foi ofuscada pelo aumento das forças militares norte-americanas no Oriente Médio e pelos preparativos para um possível conflito com o Irã, que poderia durar semanas se Teerã não chegar a um acordo para resolver uma disputa de longa data sobre seu programa nuclear.
Trump expressou repetidamente sua frustração com o fracasso dos negociadores em chegar a um acordo. “Eles querem fazer um acordo, mas não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘Nunca teremos uma arma nuclear’”, disse Trump em seu discurso.
O Irã afirma que sua pesquisa nuclear é para a produção de energia civil.
Trump também culpou o governo de Teerã pelas mortes de milhares de manifestantes durante as recentes manifestações antigovernamentais, embora o número específico que ele citou — 32.000 pessoas mortas — seja muito superior à maioria das estimativas públicas.
“O que é alegado sobre o programa nuclear do Irã, o míssil balístico intercontinental do Irã e o número de pessoas mortas nos distúrbios de janeiro não passa da repetição de uma série de grandes mentiras”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em uma postagem no X nesta quarta-feira.
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