O aumento do interesse dos brasileiros pelos microcontratos do S&P500 – índice que reúne as 500 maiores empresas listadas nas Bolsas dos Estados Unidos – foi um dos destaques da B3 em 2025. Com média de 28,4 mil contratos negociados por dia, houve um crescimento de 26% em relação a 2024, de acordo com dados da Bolsa brasileira.
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Para Renato Munhoz, gerente de Derivativos de Equities da B3, o produto chama a atenção pela sua praticidade e pela exposição direta ao mercado norte-americano. E o avanço observado, acrescenta, está ligado tanto à ampliação da prateleira de produtos quanto ao interesse crescente por ativos globais.
Segundo ele, parcerias estratégicas e a expansão de ETFs e BDRs globais também contribuíram. “Nos últimos anos, a B3 tem ampliado significativamente a prateleira de produtos que dão exposição a mercados internacionais”, explica.
Além disso, o executivo aponta que, em momentos de maior volatilidade no S&P500 do que no Ibovespa, o investidor com perfil trader tende a buscar essas oportunidades. “Tem períodos em que a volatilidade do S&P500 está maior que a do Ibovespa. Então, ele prefere, às vezes, buscar por mais oportunidades de trading no S&P500”, conclui.
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Mesmo em um cenário de menor volatilidade em 2025, o minicontrato do Ibovespa se manteve com um volume médio diário de 14,5 milhões de contratos, consolidando-se como instrumento essencial para traders no Brasil. Além das oscilações do mercado, esse ativo segue como uma ferramenta acessível e eficiente para diversas estratégias operacionais.
Renato Munhoz, gerente de Derivativos de Equities da B3, concedeu entrevista ao InfoMoney e destacou a maturidade do público que negocia esses ativos. “O mini-índice manteve ali, um volume de contratos diários, na média, em 2025 de 14,5 milhões, que ainda é bem expressivo, mesmo em cenário de menor volatilidade”, afirma.
Essa resiliência do mini-índice, segundo ele, está ligada a um perfil de investidor disciplinado e à busca por ambientes regulados e transparentes. “Esse trader maduro e disciplinado, de certa forma, está preferindo negociar em um ambiente regulado, onde não tem custos escondidos”, observa.
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O micro contrato de S&P500, longe de substituir o mini-índice, tornou-se uma ferramenta complementar nas estratégias do trader brasileiro. Munhoz reforça que não há migração de um produto para outro, mas sim uma ampliação do leque de ativos utilizados nas operações.
Segundo ele, o trader monta seu portfólio com múltiplos ativos: futuros de Bitcoin, Ethereum, Solana, ouro, minidólar, mini-índice e micro de S&P500, ajustando conforme as oportunidades. “Ambos os contratos têm tamanho pequeno para o investidor. Aqui, o principal ponto é simplesmente que são produtos complementares”, explica.
Essa diversificação amplia o alcance e a eficiência da estratégia operacional. “Hoje ele olha para mais produtos e negocia mais produtos, mas não sai de um para ir para o outro”, observa.
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Mesmo com o crescimento do número de produtos, a B3 enfatiza o cuidado com a adequação do perfil do investidor e a educação financeira. Munhoz afirma que o micro de S&P500 tem sido bem aceito, mas reforça que isso exige responsabilidade. “Tem que ter sempre o cuidado de estar na suitability, para esse cliente negociar um produto desse com esse perfil”, alerta.
A B3, segundo ele, investe continuamente em iniciativas educacionais para garantir que o uso desses contratos seja seguro e consciente. “A parte educacional tem focado sempre nesses tipos de contratos, de exposição, que a gente toma todo o cuidado para isso ser possível”, conclui.
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