“Santos Justiceiros II: O Retorno” (2009) parte de uma ideia simples e direta: ninguém foge do próprio passado por muito tempo. Connor e Murphy MacManus (Sean Patrick Flanery e Norman Reedus) tentam levar uma vida discreta na Irlanda ao lado do pai, Il Duce (Billy Connolly), mas o assassinato de um sacerdote querido quebra qualquer ilusão de normalidade. A notícia funciona como gatilho imediato. Eles voltam a Boston não por nostalgia, mas porque acreditam que ainda existe uma dívida a ser cobrada.
O retorno não tem nada de triunfal. Boston surge como um território que lembra tudo, registra tudo e reage rápido. Connor e Murphy apostam no que conhecem melhor: ação direta, intimidação e uma noção muito particular de justiça. O problema é que o ambiente mudou. A criminalidade se reorganizou, e a polícia não encara mais os irmãos como uma lenda urbana inconveniente, mas como um problema concreto a ser contido. Cada passo que eles dão amplia o risco e reduz as saídas.
A entrada definitiva de Il Duce muda o jogo. Billy Connolly traz um peso diferente ao personagem, menos impulsivo e mais calculista, alguém que entende o custo real de cada escolha. A dinâmica familiar deixa de ser apenas emocional e passa a ser estratégica. Há mais força em grupo, mas também mais exposição. O filme acerta ao mostrar que proteção e perigo caminham juntos, sem romantizar demais essa união.
Norman Reedus e Sean Patrick Flanery seguem funcionando bem como dupla. Reedus entrega um Murphy mais contido, quase sempre observando antes de agir, enquanto Flanery faz de Connor o motor emocional, aquele que empurra a ação quando o tempo aperta. A relação entre os dois continua sendo o coração do filme, sustentada por confiança absoluta e uma comunicação que dispensa explicações longas.
A investigação policial, liderada por uma agente do FBI, adiciona uma camada de tensão constante. Ela não surge como obstáculo genérico, mas como alguém que trabalha com método, arquivos e pressão institucional. Isso dá ao filme um ritmo mais controlado e cria a sensação de cerco, mesmo quando nada explode em cena.
Troy Duffy mantém o tom entre a violência estilizada e um humor seco, que aparece em momentos pontuais e funciona mais como alívio do que como piada gratuita. A direção não tenta reinventar os personagens, mas aposta em expandir o alcance das consequências. Aqui, cada ação deixa rastro, e cada escolha cobra um preço imediato.
“Santos Justiceiros II: O Retorno” pode não ser sutil, mas é honesto com o que propõe. É um filme que entende seus personagens, aceita seus excessos e prefere avançar pela ação, não pelo discurso. Sem se preocupar em suavizar arestas, entrega uma continuação que aposta menos no mito e mais no custo real de viver como justiceiro.
“Santos Justiceiros II: O Retorno” (2009) parte de uma ideia simples e direta: ninguém foge do próprio passado por muito tempo. Connor e Murphy MacManus (Sean Patrick Flanery e Norman Reedus) tentam levar uma vida discreta na Irlanda ao lado do pai, Il Duce (Billy Connolly), mas o assassinato de um sacerdote querido quebra qualquer ilusão de normalidade. A notícia funciona como gatilho imediato. Eles voltam a Boston não por nostalgia, mas porque acreditam que ainda existe uma dívida a ser cobrada.
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