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Terror que colocou Gore Verbinski no mapa do cinema chega à Netflix

Em “O Chamado”, dirigido por Gore Verbinski e estrelado por Naomi Watts, Martin Henderson e Brian Cox, a jornalista Rachel Keller (Watts) se envolve na investigação de uma fita de vídeo associada a mortes com prazo definido, e essa decisão muda imediatamente sua posição no mundo. Rachel não trata o caso como superstição; ela encara como pauta urgente, algo que precisa ser verificado antes que o tempo acabe. O problema é que não há instância oficial para recorrer, e o efeito direto é um relógio invisível que passa a comandar cada passo.

O objeto central da investigação funciona como chave e armadilha. A fita permite que Rachel acesse relatos, ambientes e pessoas que normalmente recusariam conversa, mas cada avanço cobra um preço. Ao decidir assistir e investigar, ela ganha informação, mas perde margem de segurança. Não há como negociar as regras impostas, e isso transforma o simples ato de buscar respostas em risco pessoal crescente e mensurável.

Jornalismo sem proteção

Rachel trabalha praticamente sozinha, sem redação, editor ou respaldo institucional visível. Essa ausência amplia sua liberdade, mas também elimina qualquer rede de proteção. Cada hipótese anotada e cada dado cruzado dependem apenas dela. O obstáculo é claro: sem autoridade formal, ela precisa convencer pessoas uma a uma, e o efeito é uma investigação frágil, sustentada mais por insistência do que por poder.

Quando o pai, Richard Morgan (Brian Cox), entra no circuito, a apuração ganha profundidade e desconforto. Ele detém informações importantes, mas reluta em reabrir lembranças e arquivos pessoais. Rachel insiste, ele cede parcialmente, e essa negociação revela o custo emocional da busca. A família oferece acesso, mas também impõe limites, e o efeito é um avanço que vem acompanhado de tensão e perda de estabilidade doméstica.

Pressão constante e autoproteção

O terror do filme se constrói quando Rachel passa a agir pensando em sobrevivência imediata. Ela tenta se proteger, contornar regras e ganhar tempo, sempre com ações concretas e pouco heroicas. O obstáculo é que o prazo não recua, não importa o quanto ela avance. O efeito é uma rotina de decisões sob pressão, onde cada escolha redefine o risco do minuto seguinte.

A entrada de Noah Clay (Martin Henderson) amplia os recursos da investigação, mas também espalha o perigo. Rachel compartilha informações e tarefas, o que acelera o trabalho, mas reduz o controle individual. O obstáculo passa a ser coordenar ações rápidas sem cometer erros, e o efeito prático é a transformação do caso em responsabilidade compartilhada, com consequências para todos os envolvidos.

Humor em situações limite

Há momentos em que tentativas simples de resolver o problema geram um humor nervoso e contido. São reações humanas, quase automáticas, diante do absurdo da situação. Essas tentativas falham rapidamente, e o efeito imediato é expor o quanto soluções fáceis não dão conta de regras tão rígidas.

Sem recorrer a explicações mastigadas, o filme acompanha Rachel até um ponto em que agir continua sendo necessário, mas nunca confortável. A investigação avança, mas não oferece sensação plena de controle. O que fica é a consequência prática: informação circula, o risco permanece e o próximo passo sempre vem acompanhado de custo real.

Filme:
O Chamado

Diretor:

Gore Verbinski

Ano:
2002

Gênero:
Mistério/Terror

Avaliação:

9/10
1
1




★★★★★★★★★



Fonte

Redação

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